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Tecnológicas reforçam equipas

Tecnológicas reforçam equipas

A adversidade atinge todos os sectores, mas há alguns que parecem estar mais imunes à crise do que outros. As tecnologias de informação (TI) estão no primeiro grupo.
07.02.2013 | Por Cátia Mateus


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O sector não só dá cartas em patamares internacionais como mantém a sua dinâmica nas novas contratações. E as empresas deste segmento até já falam da dificuldade em conseguir perfis altamente qualificados na área para garantir o crescente aumento de projetos em que estão envolvidas. Desde o início de 2013, só nove empresas criaram ou estão a criar 355 novos empregos em Portugal para especialistas das TI. Imunes à crise e em total contraciclo com a conjuntura económica, as tecnológicas que operam em Portugal, ou a partir de Portugal para mundo, tem já as metas bem definidas em relação às suas necessidades de contratação para 2013. Algumas iniciaram o ano com oportunidades de emprego em aberto, outras estão neste momento a contratar, outras ainda preparam uma séria e sustentada ofensiva ao mercado laboral durante este ano, com a missão de captar os melhores entre os melhores para as suas equipas. Contas feitas, em apenas nove das empresas que compõem o tecido tecnológico nacional há 355 vagas para preencher. Em termos globais, o número faz abanar um país com o desemprego nos 16,5%. Os profissionais das tecnologias de informação estão entre os mais disputados do mercado de trabalho, a nível nacional e também internacional. Em cenários competitivos estes profissionais podem ganhar até 13% mais do que a média dos profissionais e a apesar da sua confortável situação económica, a concorrência de empresas estrangeiras que estão de olhos postos nos talentos portugueses quando a meta é contratar os melhores, já começa a causar inquietação entre as tecnológicas nacionais. Marta Vilar lidera os recursos humanos da GMV que tem em aberto um processo de recrutamento com vista ao preenchimento de 10 vagas na área da engenharia de software para projetos ligados a telecomunicações e satélites. A diretora de RH não fecha as portas a novas contratações no decorrer do ano, mas o que tem já bem definido é que recrutar na área é um desafio. “Em termos de recrutamento, a concorrência de empresas estrangeiras que atraem de maneira significativa o nosso candidato tipo é talvez o nosso maior desafio”, explica Marta adiantando que “é importante passar a mensagem de que em Portugal existem empresas tecnológicas dinâmicas, em crescimento, que trabalham áreas estratégicas e altamente especializadas e que procuram jovens qualificados para incorporar os seus quadros”. E há. A Xerox arrancou para 2013 a recrutar 60 novos colaboradores para o seu Global Delivery Center, localizado em Lisboa. A Safira também já começou a contratar e estima que até ao final do ano 40 novos especialistas tenham entrado na empresa. Número igual ao que a Outsytems de Paulo Rosado está neste momento a recrutar e que a Quidgest quer também alcançar. Presente nos Estados Unidos, Noruega, Macau, Alemanha e Brasil, a Quidgest tem na meta para 2013 a continua expansão. A empresa está atualmente a recrutar 40 novos colaboradores na área da consultoria e informática que deverão integrar posições de desenvolvimento de sistemas de gestão financeira, gestão de recursos humanos, de ativos, gestão documental, de saúde e estratégica. Para Rui Português, diretor de RH da tecnológica, estas contratações resultam do aumento da procura do mercado pelas soluções da empresa. O recrutamento da empresa deverá ocorrer em três fases ao longo do ano: fevereiro, junho e setembro. De fora nesta corrida para a captação de novos talentos das TI não ficam nem a Mind Source, nem a Opensoft. A primeira estabeleceu como meta somar mais 45 colaboradores à sua equipa em 2013, enquanto a segunda, especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas suportadas pela consultoria e gestão de projetos, tem neste momento a decorrer um processo de contratação para dez funções que fortalecer a sua equipa de desenvolvimento em Java. Metas ambiciosas tem também a KCS IT que fixa em 30 o número de novas contratações previstas para este ano. Os novos recursos deverão entrar na tecnológica de forma faseada, num mix de novos talentos e perfis mais seniores. “Num mercado onde abundam as consultoras da área, a capacidade de construir uma base de capital humano de referência torna-se altamente valorizada por isso na seleção de consultores, damos primazia a profissionais com experiência no mercado”, explica Vanessa Barreira a diretora executiva da empresa. A WeDo Technologias coloca a fasquia mais elevada. A empresa do grupo Sonaecom soma 450 colaboradores mas tem 80 vagas para preencher este ano. As oportunidades são, como qualquer boa tecnológica, à escala global ou não fosse a meta da empresa “abraçar diferentes nacionalidades, culturas e formas de estar”. Segundo a diretora de recursos humanos da WeDo Techologies, Maria João Gomes, a empresa valoriza as competências técnicas, mas o enfoque é sofretudo no talento. Os engenheiros são o perfil preferencial, mas a WeDo quer também profissionais para integrar as áreas comerciais e de backoffice, transversais a toda a empresa.


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