Somava já oito anos de carreira quando decidiu dar o passo em frente e tirar um MBA. O momento não foi escolhido ao acaso. Com formação base na área da Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Rui Passo, o atual diretor geral da tecnológica Novabase em Angola, sempre foi da opinião de que “é aconselhável ter alguma experiência profissional, quanto mais rica melhor, antes de frequentar um MBA". Organizou a sua carreira nesse sentido.
Com uma licenciatura concluída em 1986, no Instituto Superior Técnico, regressou à escola nove anos mais tarde, em 1995, para frequentar o MBA da Universidade Nova de Lisboa. O curso foi realizado em part-time porque não queria deixar de lado a atividade profissional que na altura desempenhava em Portugal. “Realizar um MBA fazia parte do meu plano pessoal académico e profissional”, relembra Rui Passo que explica: “finalizei a licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores em 1986, comecei a minha actividade profissional em 1987 e, após alguns anos de trabalho, o plano passava por complementar o registo académico com um MBA, adicionando assim uma componente forte de gestão à formação técnica”.
Na altura Rui Passo já somava no currículo a tecnológica americana NCR Corporation, onde iniciou a carreira, a Olivetti e o retalhista espanhol Urende, onde chegou a diretor geral e a HP. A empresa, onde consolidou durante 18 anos a sua carreira – 11 anos em Portugal e sete anos em Espanha, os últimos quarto anos como vice-presidente mundial - incentivou Rui Passo a investir no MBA, quer no seu plano de desenvolvimento de carreira quer comparticipando financeiramente nos custos do curso.
Hoje garante que o MBA lhe permitiu desenvolver a capacidade analítica e levar ao limite capacidades de trabalho, disciplina e auto-superação. “Esses dois anos, já casado e com uma filha, com uma actividade profissional muito intensa e com toda a necessidade de tempo, trabalho, e envolvimento que contempla um MBA, foram ao mesmo tempo duríssimos mas também muito gratificantes”, relembra garantindo que a nível pessoal se sentiu “preparado para novos desafios em que poderia assumir mais responsabilidade, dentro ou fora da empresa onde trabalhava, em Portugal ou no estrangeiro”. Perspetivas que se concretizaram com a possibilidade de promoção na empresa onde estava, desenvolvimento de um novo projeto profissional e, mais tarde, a oportunidade de abraçar uma carreira internacional.
A intensidade dos dois anos de formação a que esteve sujeito no MBA levaram Rui Passo a descobrir capacidades que dizia desconhecer. No desenvolvimento da sua carreira, o impacto foi imenso. “A partir desse momento, as oportunidades profissionais de ir assumindo mais responsabilidade foram aparecendo de forma natural. O MBA me ajudou muito a crescer profissionalmente”, relembra acrescenta também a ótima relação gerada com colegas e corpo docente que hoje continuam a integrar o seu networking pessoal.