Carreiras

António Pires de Lima, 51 anos| Ministro da Economia



20.05.2013



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Licenciou-se em Economia mas cedo percebeu que não queria ser economista, uma profissão que diz ser “demasiado conceptual” para sua personalidade. O atual ministro da Economoa detinha, desde 2006, a presidência da Comissão Executiva da Unicer, mas ao longo do seu percurso de carreira assumiu diversos cargos de liderança e gestão de empresas. Na Scott Paper Portugal e na Tetra Pak Portugal, exerceu funções de direção. Na Nutriveste/Compal foi presidente da Comissão Executiva (entre 2000 e 2006) e vice-presidente executivo. 

Com um percurso onde se destaca também a intervenção politica – como deputado na Assembleia da República (de 1999 a 2007), porta-voz do CDS-PP (até Abril de 2005) e presidente da Assembleia Municipal de Cascais e do Concelho Nacional do CDS, que ainda exerce – António Pires de Lima, cedo percebeu a necessidade de aprofundar os seus conhecimentos de gestão e de empresas. Em 1984, no último ano de licenciatura, decidiu que a carreira de economista ficaria na gaveta e investiu num MBA.

Rumou a Barcelona para integrar o IESE. “Na altura queria viver fora de Portugal e, na época, Barcelona parecia suficientemente longe. O IESE tinha já uma ótima reputação na Europa e o custo era bem mais suportável do que outros bons MBA, nos Estados Unidos ou na Europa”, relembra. O IESE tinha na altura o apoio da Universidade de Harvard e era totalmente ministrado em inglês. Um desafio acrescido para António Pires de Lima que “mal sabia falar a língua”, vendo-se forçado a aprender “on the job”.

Da experiência ganhou o gosto pelo constante investimento na formação e não têm hoje dúvidas de que “O MBA do IESE foi um enorme acelerador de carreira profissional e uma grande lição de vida”. Determinante para o percurso. António Pires de Lima garante que foi durante o MBA que descobriu a sua vocação como gestor de empresas. “Esta formação revelou-se fundamental, pelos milhares de casos analisados, para sair com a ‘experiência’  necessária para assumir posições de liderança bem cedo”. Aos 26 anos era já diretor geral da Scott Paper e chegou a presidente da Compal com apenas 31. Reconhece que “as oportunidades profissionais em Portugal, na altura, também eram muitas”, mas reforça a importância da qualificação e formação em qualquer contexto.

O gestor que acaba também de ser reeleito na presidência da associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social, onde assumiu o compromisso de fomentar o combate ao insucesso e abandono escolar em Portugal, não se ficou pelo MBA. Já em funções como gestor, completou ainda o Advanced Management Program do INSEAD, em Fontainebleau.






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