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Airbus recruta 3000

Airbus recruta 3000

O gigante da aeronáutica Airbus tem metas ambiciosas para 2013. A quantidade de novos projetos em que o fabricante de aviões está envolvido, justificam novas contratações e a empresa já procura na Europa os cerca de 3000 novos talentos que quer recrutar este ano. 

13.06.2013 | Por Cátia Mateus


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Entre 2011 e 2012, o fabricante de aviões Airbus contratou mais de 10 mil profissionais em todo o mundo, integrando atualmente um número superior a 59 mil colaboradores de 100 nacionalidades distintas. Os portugueses constam na lista. A braços com o desenvolvimento de novos projetos como o A320neo e o A350 XWB (12 unidades estão já encomendadas pela TAP) e com o aumento do seu número de encomendas, a empresa vai voltar a reforçar a sua estrutura de colaboradores recrutando 3000 novos quadros até ao final do ano. A primeira abordagem ao mercado será já realizada no Salão Internacional da Aeronáutica e do Espaço de Paris (Le Bourget) que abre portas já na segunda-feira, prolongando-se até domingo. Mas esta não é a única forma que a empresa tem de detetar talento.

O Salão Internacional da Indústria Aeronáutica e do Espaço é de presença obrigatória para o perfil de candidatos que a Airbus quer atrair para a sua estrutura, mas não é a fonte exclusiva de candidatos para a organização. A empresa recruta em todo o mundo e apesar desta ser uma montra importante, o gigante da indústria aeronáutica tem outras ferramentas para detetar os melhores talentos do mercado. Da sua equipa fazem parte profissionais de 100 nacionalidades distintas, filtrados num rigoroso processo de seleção que tanto pode começar numa candidatura espontânea no site da empresa (em www.airbus.com ou www.eads.com), na participação de um dos vários eventos de recrutamento onde a empresa esteja presente, ou candidatura ao concurso internacional “Fly You Ideas”, onde a empresa deteta mundialmente projetos inovadores para uma indústria aeronáutica mais sustentável e com isto, identifica talento novo (ver caixa).

No certame que arranca em Paris a 17 de junho, a Airbus apresentará algumas das 3000 oportunidades de trabalho que este ano estarão em aberto. “Jovens licenciados e profissionais experientes poderão ficar a saber mais sobre as carreiras que a Airbus propõe, junto dos profissionais de recursos humanos, engenheiros e especialistas da empresa que irão marcar presença no stand EADS Careers, onde também serão organizados workshops”, explica Thierry Baril, diretor de Recursos Humanos do consórcio European Aeronautic Defense & Space Company (EADS) que integra a Airbus. Segundo o responsável, mais de um terço dos lugares disponíveis estão orientados para jovens licenciados, com menos de três anos de experiência, em várias áreas desde a engenharia de estruturas a sistemas, até funções de apoio e especialistas de produção.
Reconhecida pelo forte investimento que realiza na qualificação dos seus recursos humanos e na formação de jovens para a indústria aeronáutica, a Airbus aproveitará também o certame para se associar ao GIFAS (Groupement des Industries Françaises Aeronautiques et de l’Espace) marcando presença no “avião das profissões”, uma exposição pedagógica que agrupará um conjunto de especialidades da aeoráutica, procurando apoiar os jovens na escolha do seu futuro profissional. “Estudantes do Liceu Airbus, técnicos de qualidade e engenheiros de estruturas de investigação e desenvolvimento da Airbus, entre outros, irão falar sobre o trabalho que fazem diariamente para conceber, produzir ou desenvolver os aviões mais avançados do mundo”, explica Thierry Baril.

No evento, o Liceu da Airbus apresentará as suas ofertas de cursos  no sector aeronáutico. Uma aposta que para o diretor de recursos humanos constitui, “uma oportunidade para os jovens que se estão a formar ou à procura de orientação profissional já que proporcionará conhecimento sobre as carreiras da aeronáutica e servirá para reforçarem a sua vocação”. Em paralelo a este evento decorrem candidaturas nos sítios online da Airbus e da EADS, tem como público-alvo perfis juniores e seniores de todo mundo ou não fosse esta “uma empresa fascinante, na vanguarda da tecnologia, graças à paixão de todos os colaboradores que se empenham diariamente para construir os produtos mais avançados”, enfatiza Thierry Baril.

Fly Your Ideas destaca talento e inovação

Levar estudantes de todo o mundo a desenvolverem novas ideias para uma indústria aeronáutica mais sustentável, é a grande meta da competição internacional da Airbus “Fly Your Ideas”, apoiada pela UNESCO, mas o projeto tem também por meta a deteção de talento e abre as portas da empresa a jovens profissionais do mundo inteiro.
Os candidatos competem por 30 mil euros de prémio que estão reservados para a ideia mais inovadora, mas para muitos as ambições são também assegurar uma oportunidade de emprego no gigante da indústria aeronáutica mundial.Na edição deste ano da competição estiveram a concurso mais de seis mil estudantes, nove das equipas eram portuguesas mas não chegaram à final. Austrália, Brasil, Índia, Itália e Malásia, disputaram o prémio deste ano, com projetos arrojados. Aviões alimentados pelo calor do corpo, bagagem a flutuar sobre uma cama de ar ou até aviões movidos a energia gerada por vacas (gás metano), foram algumas das ideias revolucionárias desenvolvidas por jovens estudantes de universidades de todo o mundo e que a Airbus garante “podem vir a fazer parte do futuro da aviação”.

Charles Champion, vice presidente executivo de engenharia da Airbus e patrono do concurso Fly Your Ideas, defende que “estes conceitos futuristas e disruptivos provam que a engenharia não se baseia apenas em competências técnicas”. O responsável confirma o valor que a Airbus atribui à inovação e adianta que “a engenharia requer uma mentalidade inovadora e uma abordagem criativa”. Para a indústria aeronáutica ser bem sucedida na meta de tornar o sector Carbon Neutral em 2020, explica Champion, “precisamos de ideias novas e criativas. As soluções para o nosso futuro estão aqui e agora e através de projetos como o Fly Your Ideas estamos a ajudar os estudantes a tornarem o futuro realidade”. Uma ideia também corroborada por Lídia Brito, diretora da Divisão de Política para a Ciência e Capacitação de Edifícios da Unesco, que enfatiza: “se não conseguirmos encontrar soluções para inspirar a geração de engenheiros com novas competências, isto será o principal obstáculo para o crescimento da economia global”.



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