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Urbanistas com apoio à formação

14.08.2003


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Maribela Freitas

Bolsas de estudo pretendem motivar alunos a seguir cursos de urbanismo


A ASSOCIAÇÃO Profissional dos Urbanistas Portugueses (APROURB) vai conceder bolsas de estudo no próximo ano lectivo aos alunos que ingressem num curso de urbanismo.

Com esta acção a instituição quer aumentar o número de alunos inscritos nestes cursos, bem como garantir no futuro um maior número de profissionais num mercado carente destes especialistas.

As bolsas a atribuir pela APROURB destinam-se apenas a duas licenciaturas, uma de "Urbanismo" ministrada na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e outra de "Planeamento Regional e Urbano", da Universidade de Aveiro.

Para Diogo Mateus, presidente desta associação, "são estas as licenciaturas que para a nossa associação dão formação específica em urbanismo. Os critérios que seguimos para esta avaliação são os estipulados pelo Conselho Europeu de Urbanistas".

Outras formações haverá - ao nível de mestrados e doutoramentos - que formam também estes especialistas, mas para já, estas bolsas destinam-se apenas a licenciaturas, vão ser anuais e apesar do seu número ainda não estar definido, estima-se que possam ser concedidas entre 20 a 25.

A ideia de criar estas bolsas surgiu "pela diminuição de alunos verificada no ano passado, nestas licenciaturas", acrescenta Diogo Mateus. As bolsas destinam-se a ser um auxiliar financeiro na formação e comparticiparão até 50% das despesas de um curso de urbanismo e os interessados poderão concorrer até ao início de Outubro.

Sendo bolsas de mérito, para o primeiro ano em que vão ser concedidas serão seleccionados os alunos que apresentem as médias mais elevadas, que serão ainda sujeitos a uma entrevista sobre as suas motivações para esta área profissional.

Depois, e após o primeiro ano de benefício de uma destas bolsas, aqueles que obtiverem melhores qualificações na licenciatura verão a sua bolsa ser automaticamente renovada.

Numa altura em que o ingresso no mercado de trabalho está difícil pela falta generalizada de emprego, Diogo Mateus explica que "há falta de urbanistas no mercado de trabalho". De acordo com os números apontados pela APROURB, essa necessidade deve andar à volta dos três mil.

Contudo e apesar desta necessidade, o ingresso de um destes especialistas no mercado não é fácil. "O grande empregador de urbanistas são as autarquias e, neste momento, estas não estão a integrar ninguém nos seus quadros. Além disso, existe mercado de trabalho, mas os recém-licenciados não podem querer permanecer todos na zona de Lisboa", refere Diogo Mateus.

A APROURB foi oficialmente criada em 2002, conta com 40 associados e pretende no futuro promover estágios profissionais. Já este ano, e além de várias iniciativas que realizou, entregou uma petição na Assembleia da República reivindicando a necessidade de um melhor urbanismo e mais formação na área.





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