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O combate à insegurança laboral

14.08.2003


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Vítor Andrade
vandrade@mail.expresso.pt

OS SINDICALISTAS garantem que enquanto continuar a haver contratos a termo, remuneração do trabalho através de falsos recibos verdes e trabalho a tempo parcial, a instabilidade será sempre uma constante e, consequentemente, a pouca motivação para trabalhar resultará sempre em fracos níveis de produtividade.

Sobre este tipo de discurso até parece pairar um certo tom ameaçador, com uma forte componente reivindicativa - o que é legítimo. Aliás, nem seria de esperar outra atitude da parte de quem representa os interesses dos trabalhadores. Afinal, teme-se, sobretudo, pela falta de segurança laboral.

Acontece, porém, que as empresas só vão poder assegurar trabalho se houver quem o execute e, preferencialmente, bem.

Os empresários só poderão garantir postos de trabalho e contratação sucessiva de mão-de-obra se a houver disponível com elevados graus de formação e, acima de tudo, carregada de motivação.

Sempre que estes dois vectores (capacidade empreendedora e ambição profissional) se cruzam com sucesso o desenvolvimento empresarial acontece, e a segurança laboral instala-se automaticamente.

As boas condições de trabalho surgem naturalmente e as oportunidades multiplicam-se por si próprias.
É, pois, necessário - ou talvez mesmo urgente - um compromisso ambicioso entre quem emprega e quem se dispõe para trabalhar.

A economia pode estar em crise, mas o espírito vencedor tem de prevalecer.





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