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Um negócio que aposta na renovação de cafés

Um negócio que aposta na renovação de cafés

Em Portugal existem cerca de 70 mil cafés. Foi a pensar neste universo e nas dificuldades que encontra para se manter actualizado e a laborar em pleno que surgiu a ideia de criar a Grão Torrado. A empresa foi constituída no final de 2011 com o objectivo de reabilitar estes espaços que se encontram em situações delicadas. Antes de avançar o empreendedor Rui Mendes, viajou, viu o que se faz neste domínio no estrangeiro e só com os pés bem assentes na terra é que decidiu avançar com o modelo de negócio.
12.04.2012 | Por Maribela Freitas


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Sediada em Paredes, no Grande Porto, a Grão Torrado aposta numa transformação global dos estabelecimentos ligados à área da restauração, dando-lhes uma imagem renovada a nível interior e exterior. Possibilita ainda uma melhoria efectiva em todas as componentes, nomeadamente na forma de vender, sugerir, apresentar, servir e atender. “Os cafés garantem assim uma recuperação plena que permite devolver ao público um espaço com a componente social de outros tempos. Em suma, a Grão Torrado encontra-se ao serviço dos estabelecimentos já existentes, melhorando-os e apostando num modelo de exclusividade que faz a diferença” , explica Rui Mendes, impulsionador deste projecto.

A ideia aqui não é criar espaços novos, mas sim reabilitar os que se encontram em situação difícil. Ao entrar na cadeia Grão Torrado os estabelecimentos sofrem uma transformação, têm acesso a outros processos e passam a não estar sozinhos no mercado e sim integrados numa marca que pensa e cria estratégias adaptadas a cada caso. Conta Rui Mendes que “as unidades de restauração têm acesso a novas opções ao nível da oferta. E porque o volume de vendas é um dos factores cruciais em qualquer negócio, o objectivo de um aumento de 20% a 25 % em apenas seis meses assume-se como factor diferenciador” .

A empresa aposta em parceiros com know-how em áreas estratégicas e que são importantes aliados no processo que visa dar nova vida ao clássico café português. “Este negócio foi criado dentro da crise e diz-nos a experiência que projectos criados dentro desta conjuntura têm mais possibilidades de vencer do que aqueles que são criados fora e que posteriormente têm de se adaptar” , salienta Rui Mendes.

Tratando-se de um conceito novo, não foi fácil implementá-lo. Explica o empreendedor que a principal dificuldade, na fase inicial, assentou na angariação de clientes. “O fato da marca ser ainda pouco reconhecida, aliado ao clima generalizado de desconfiança que se vive um pouco por toda a parte, faz com que muitos proprietários apresentem reticências na adesão imediata ao conceito” , frisa o empreendedor que mesmo assim não deixa de estar optimista, especialmente depois da abertura do primeiro café.

A Grão Torrado foi criada com base em financiamento próprio seguindo sempre um conceito de grande controlo de custos. “Está previsto um investimento total de 100 mil euros, sendo que, até ao momento foram investidos cerca de 40 mil euros” , conta Rui Mendes. Neste primeiro ano não está prevista a recuperação do investimento. Para já a Grão Torrado conta com um estabelecimento aberto no Porto e estão em preparação mais três aberturas.

A transformação do espaço leva cerca de um mês, mas as obras em si levam apenas dois dias, o que significa que o café encerrará por um período curto de tempo. Ao aderir à cadeia os estabelecimentos mantêm a equipa de trabalho que recebe formação profissional para se adaptar à nova dinâmica. “O projeto possui um protocolo com o Turismo de Portugal e com a Escola de Douro-Lamego, sendo que no final da formação é atribuído um certificado a cada formando. Cada café está habilitado a criar novos produtos, iguarias exclusivas e ementas mais diversificadas” , revela o empreendedor. Na sua perspectiva, “o facto de se tratar de um modelo de conversão assente em moldes de custo controlado faz com que a Grão Torrado esteja completamente preparada para prosperar, enfrentando as contrariedades típicas de momentos como o que o país atravessa”.

BI Empresarial

Promotores: Rui Mendes, 35 anos.
Formação: Licenciatura em engenharia industrial.
Área de actividade: Aposta na transformação global de estabelecimentos ligados á área da restauração, dando-lhes uma imagem renovada a nível interior e exterior e uma melhoria na forma de vender, sugerir, apresentar, servir e atender.
Data de criação da empresa: Final de 2011, mas a concepção do projecto iniciou-se um ano antes.
Investimento: Até ao momento foram investidos 40 mil euros.
Empregos criados: Três postos de trabalho directos e dez indirectos.
Principais clientes: O conceito está centrado na cafetaria, ou seja, estabelecimentos que pretendam aderir à cadeia “Grão Torrado” têm de ter obrigatoriamente espaço de cafetaria. Além de cafetarias todos os espaços mix, ou seja, restaurante, pizzarias ou pastelarias com espaço de cafetaria, são potenciais clientes da marca. A “Grão Torrado” aposta na recuperação de estabelecimentos que estão instalados em pontos com concorrência, pois só desta forma é possível angariar novos clientes.
Perspectivas futuras: Renovar 50 cafés até final deste ano e 300 até ao final de 2014.
Trunfos para o sucesso: Uma equipa com grande experiência na área de vendas e parceiros tecnológicos com qualidade. A marca possui uma parceria com a Faculdade de Ciência das Universidade do Porto.



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