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Um negócio gerado à volta de uma mesa de jantar

A Marido-a-Dias presta serviços que vão da cozinha a pequenas reparações domésticas
13.01.2006


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Maribela Freitas

FOI durante um jantar de amigos que começou a ganhar forma a ideia de criar a empresa Marido-a-Dias. João Pedro Mendes (na foto), um dos sócios deste negócio, relembra que nessa ocasião as mulheres presentes se queixaram da inoperância dos maridos em casa. Essas queixas deram o mote a três maridos que criaram um negócio que visa, como os próprios afirmam, tratar dos trabalhos que nunca são feitos por falta de tempo ou conhecimentos.

Cozinhar, resolver pequenos problemas informáticos, apoio a familiares doentes, em convalescença ou após o nascimento de uma criança, fazer pequenas reparações domésticas, arrumação de móveis, levar o veículo à inspecção, «baby-sitting» durante a noite e a preparação ou confecção de festas familiares, são alguns dos serviços que a Marido-a-Dias executa. Esta empresa começou a laborar no dia 15 de Dezembro de 2005 e muitas têm sido já as solicitações aos seus serviços. «Quando começámos a trabalhar pensei que esta seria uma grande caminhada no deserto. Contudo, pouco depois de termos divulgado a empresa, já tínhamos clientes», conta João Pedro Mendes, de 45 anos que, juntamente como David Aires, de 31 anos, e Paulo Picoto com 40 anos, criaram a Marido-a-Dias.

João Pedro Mendes conta que trabalhou durante 24 anos na embaixada britânica e há cerca de um ano aproveitou uma reestruturação para mudar de vida. Esteve algum tempo sem trabalhar até que decidiu com os seus sócios avançar para a criação de um negócio próprio. «A Marido-a-Dias começou quase como uma brincadeira e depressa verificámos que existia mercado para este tipo de serviços», explica João Pedro Mendes. Neste momento é apenas este sócio quem se dedica a tempo inteiro à empresa e, com apenas um mês de funcionamento, ainda não se verificou a necessidade de efectuar contratações. Quanto ao financiamento, os sócios recorreram a fundos próprios.

Para João Pedro Mendes, «a mais-valia da nossa empresa são os conhecimentos que possuímos e que nos permite executar um bom trabalho. Na prática é apenas necessário uma caixa de ferramentas, saber cozinhar, ter um transporte e pouco mais. Tudo o resto é executar apenas o que sabemos fazer, ser versátil e flexível». O empreendedor explica ainda que a prestação deste tipo de serviços se baseia muito na confiança entre cliente e empresa, e por isso faz questão de conhecer pessoalmente os clientes, antes de executar qualquer trabalho para eles. Esta empresa, que está ainda no início, já conta no seu currículo com cerca de uma dúzia de clientes que recorreram mais do que duas vezes aos seus serviços.

A laborar na área da Grande Lisboa — e tendo sede na capital — João Pedro Mendes considera que «o que nos diferencia é fazer um bocadinho de tudo. Este primeiro ano de trabalho servirá para solidificar o negócio e conseguir uma estrutura financeira. A nível de futuro quem sabe, talvez possamos avançar para a criação de um ‘franchising’».

Para este empreendedor, «o trabalho na Marido-a-Dias tem sido muito gratificante». Não esconde, contudo, que no primeiro trabalho que executou — arranjar uns estores —, estava extremamente nervoso. Mas no fim correu tudo bem.





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