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Um negócio com potencial

As escolas de idiomas podem ser uma boa área de investimento
29.09.2006


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Cátia Mateus

A aprendizagem de novos idiomas tem vindo a cativar um número crescente de adeptos que, por gosto, realização pessoal ou por exigências profissionais, acorrem às várias escolas e institutos de línguas disponíveis no mercado. Durante várias décadas, o inglês, o francês e o alemão dominavam a oferta do mercado, mas nos últimos anos a procura dos designados “idiomas alternativos” marcou uma nova tendência nas escolas de línguas. O número de instituições tem vindo a aumentar, assim como os idiomas e cursos disponíveis.

Do inglês ao russo, passando pelo mandarim, há de tudo no mercado nacional e as escolas podem ser negócios muito rentáveis para potenciais empreendedores que querem criar a sua empresa mas ainda não sabem em que área apostar. A abertura dos mercados e a expansão comercial imposta pela globalização abriram as portas a uma nova vaga de negócios entre os quais as escolas de línguas, ainda que timidamente, se integram.

As empresas exigem cada vez mais aos seus funcionários o domínio de vários idiomas e, no meio da crescente competitividade, o conhecimento de inglês e francês é já considerado uma competência banal. A necessidade de estar apto a negociar a uma escala global levou já muitas organizações a contratarem os serviços de professores de línguas para ministrarem cursos aos seus funcionários. Um nicho de mercado no qual pode residir a sua oportunidade de negócio.

Na diversidade de idiomas reside parte do sucesso deste projecto. Depois, é apostar no factor diferenciação, como forma de cativar e fidelizar clientes que podem ser particulares ou empresas. O mercado é bastante promissor. Mas para fazer de uma escola de línguas um negócio ideal, existem requisitos que deve ter em conta. O seu investimento inicial não precisa de ser elevado e pode começar por criar uma “bolsa” de professores a que recorrerá mediante as necessidades dos seus clientes.

Se o seu público-alvo forem as empresas e a sua meta as acções de formação em ambiente empresarial, então o seu espaço nem necessitará de ser muito grande. Já se pretende criar salas de aula, deverá lembrar-se que a localização e os acessos são factores importantes e que o seu espaço deverá estar dividido em vários ambientes distintos. Sala de aula, escritório, recepção e casas-de-banho são os requisitos mínimos.

Ao nível de equipamentos, não poderá dispensar os móveis e materiais de escritório, telefones, faxes, computadores e demais «softwares» adequados aos cursos. E como um negócio não se faz sem pessoas, é aqui que reside o grande desafio. Os professores querem-se bons e com formação específica nos idiomas que pretendem leccionar. Se o seu «target» forem as crianças tenha atenção no momento do recrutamento já que este é um público muito específico e com necessidades pedagógicas diferenciadas.

Nos dias que correm, o mandarim, o russo e o espanhol cativam a curiosidade de muitos. Além dos particulares, o mercado empresarial abre todo um leque de opções aos que queiram criar a sua própria escola de línguas direccionada para o ensino de quadros intermédios, em sessões de formação pensadas caso-a-caso em função do perfil de colaboradores. Este pode ser o seu negócio.





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