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UBI ganha prémio Secil

11.02.2005


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Liliana Ferreira

CLEMENTE Pinto e Miguel de Albuquerque Rogeiro, recém-licenciados pela Universidade da Beira Interior (UBI) em Engenharia Civil, venceram a última edição do Prémio SECIL Universidades 2004 — Engenharia Civil com o projecto da ponte pedonal sobre a Ribeira da Goldra, na Covilhã.

Os dois jovens de 25 anos juntam-se assim a uma lista de reconhecimentos nacionais que o departamento de Engenharia Civil tem conseguido desde 2001, altura em foi atribuído o prémio de «Melhor Estágio» a um seu aluno. Seguiu-se em 2002 a distinção de dois estudantes com o prémio Secil Universidades, graças ao projecto «Cobertura em Casca», e em 2003 a atribuição ao professor João Pires da Fonseca do Prémio SECIL, o mais prestigiante em Portugal para a Engenharia Civil, pelo projecto do Viaduto da Avenida Marginal Parque da Cidade do Porto.

«É um orgulho termos sido premiados», salienta Miguel Rogeiro, actualmente a trabalhar numa empresa de construção civil do concelho da Covilhã, afirmando estar um pouco surpreendido com a distinção, entregue dia 27 de Janeiro em Lisboa, na presença do Presidente da República. «Partimos com o objectivo de concorrer e sabíamos que o nosso trabalho tinha algum ‘sumo'», confidencia.

Inspirados no programa PolisCovilhã, os dois jovens projectaram em dois meses uma ponte «leve, económica, segura e transparente», que fosse uma alternativa à Ponte da Goldra que a Câmara pretende construir junto à Biblioteca Central da UBI e ao Museu de Lanifícios, descreve por sua vez Clemente Pinto, assistente no departamento de Engenharia Civil.

O projecto concebido no último ano da licenciatura é constituído por um tabuleiro, com quatro metros de largura, sustentado por dois cabos de aço principais, amarrados numa das extremidades a um maciço de betão armado (apoio fixo) e na outra contra o tabuleiro (amovível). Tem um vão de 125 metros. A secção do tabuleiro é constituída por dois perfis metálicos nas extremidades e laje de betão armado no interior. Além disso, tem a vantagem de ser transparente e permite contemplar a paisagem do Vale da Goldra.

O trabalho impressionou o júri pelo seu «carácter inovador e pela solução de engenharia que envolve. É uma estrutura transparente em oposição às opacas propostas para a cidade da Covilhã», destaca Pires da Fonseca, orientador do trabalho dos dois jovens e membro do júri Secil Universidades.

O Interior — Rede Expresso

 

 

 





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