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11.02.2005


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Maribela Freitas e Ruben Eiras

EXPERIÊNCIA profissional, alta qualificação, polivalência de competências e de conhecimentos são, actualmente, as características mais valorizadas pelas entidades empregadoras em Portugal.


Os números oficiais confirmam esta tendência, nomeadamente no que se refere à qualificação e experiência profissional. Com efeito, de acordo com o último relatório de conjuntura elaborado pela Direcção de Estudos, Estatística e Planeamento do Ministério das Actividades Económicas e do Trabalho, nos primeiros seis meses de 2004, enquanto que as funções de baixa qualificação sofreram um quebra de 4,2%, registou-se um aumento de 14,7% ao nível dos empregos qualificados relativamente ao período homólogo de 2003.

Mostre as suas mais-valias

Por outro lado, conforme referido na edição do EXPRESSO Emprego de 28 de Janeiro, os empregadores dão larga preferência a mão-de-obra experiente. Entre Fevereiro e Março de 2004, mais de 78% das ofertas de trabalho mencionavam este requisito.

Helena Baptista é um bom exemplo desta tendência que se afirma cada vez mais no mercado de trabalho português. Esta profissional de recursos humanos (RH) revela que as competências críticas que a resgataram de ser mais um número nas estatísticas de desemprego foram o domínio de várias áreas de conhecimento da função de RH e a experiência profissional em liderar equipas para o alcance dos objectivos estratégicos da empresa.

Actualmente a trabalhar como directora de RH da United Biscuits (a multinacional que adquiriu a Triunfo), Helena Baptista foi uma das vítimas do «downsizing» operado pela Ogilvy em Outubro do ano passado. «Comecei logo à procura de emprego e respondi a um anúncio no mesmo mês», recorda. Recorreu à Ray Human Capital, uma agência de recrutamento privada, e em Novembro já estava a laborar na nova empresa.

«As pessoas só têm empregabilidade garantida se apostarem no enriquecimento do conhecimento prático do seu trabalho», defende . «Hoje temos de ser capazes de fazer tudo, tarefas administrativas, operacionais e estratégicas. Quanto mais experiência ganharmos, melhor a empresa percebe o nosso valor e também aumentamos as nossas possibilidades de emprego no mercado», advoga.

O passaporte para a mobilidade laboral de Isabel dos Santos foi a experiência profissional. Após vários anos a trabalhar como técnica administrativa de contabilidade, viu o seu emprego terminar, no início de 2004, numa altura em que contava 39 anos de idade. Depois de trocar a capital pela cidade do Porto, Isabel acabou por ver rescindido o contrato numa empresa onde se encontrava há sete anos.

Foi então que decidiu regressar à capital. Inscreveu-se no centro de emprego do Conde Redondo e quinze dias depois já tinha uma resposta. Isabel dos Santos está consciente de que foi a sua experiência que mais pesou na decisão da empresa que a contratou, «já que foram realizados contactos com as outras empresas por onde já tinha passado para tirarem referências profissionais».

Qualifique-se

A alta qualificação numa área técnica foi o garante de entrada no mundo laboral para o então estreante Pedro Miguel Couveira. No ano passado, com uma licenciatura em Engenharia Física da Universidade Nova de Lisboa, conseguiu emprego na área em que estudou, através do Centro de Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Benfica. «Assim que me inscrevi chamaram-se para saber se estaria interessado num curso de formação em ‘webdesign' — aceitei, para não estar parado, mas, em 2003, ainda estive três meses desempregado», recorda.

Depois desse período, soube de uma vaga para um lugar de engenheiro físico. «O centro de emprego efectuou o contacto com a empresa e consegui o lugar de estagiário dentro do programa do IEFP de integração dos jovens licenciados», explica. Um ano depois, em 2004, Pedro Miguel Couveira entrou para os quadros da empresa.

Não obstante esta maior procura de profissionais qualificados, 9% de licenciados ainda continuam no desemprego no mercado de trabalho nacional. De acordo com António Borges da Silva, director do Centro de Emprego de Benfica do IEFP, os diplomados têm por vezes mais dificuldade em conseguir uma colocação, «porque as empresas não têm o hábito de recorrer a nós para requisitar profissionais qualificados. Mas isso está a mudar aos poucos».

O problema da empregabilidade não está só do lado das empresas. A aposta na criação de uma estratégia pessoal de carreira pode prevenir uma situação de desemprego futura. «Os profissionais devem estar atentos às oportunidades e às rápidas mudanças do mercado de trabalho», sublinha Ana Almeida, «manager» da Ray Human Capital. Segundo esta responsável, é também essencial saber gerir com eficácia o «networking», isto é, «manter e promover a rede de contactos profissionais».

 

Guia da empregabilidade para 2005

 

Sectores em Alta

  • Assiste-se a uma franca recuperação na área das tecnologias da informação e no ramo automóvel, assim como na distribuição especializada ligada igualmente ao automóvel
  • A banca e os seguros poderão vir a necessitar de mão-de-obra, o mesmo acontecendo com a indústria farmacêutica, agora em fase de renovação, com reforço das suas equipas comerciais
  • A restauração também se manterá activa.

 

Funções Mais procuradas

  • Profissionais da área comercial
  • Engenheiros electrotécnicos e mecânicos, para funções de índole comercial
  • Profissionais da área das tecnologias de informação

 

Competências-Chave

  • Bons conhecimentos de idiomas, nomeadamente inglês e castelhano
  • Domínio de ferramentas informáticas
  • Orientação para resultado e clientes
  • Capacidade de iniciativa
  • Capacidade de influência
  • Trabalho em equipa
  • Capacidade de planeamento e organização intimamente ligada à gestão do tempo

 

Formação Que Conta

  • Cursos de idiomas e de informática
  • Formação de carácter técnico e adequada às solicitações da função, nas seguintes temáticas: estratégia e desenvolvimento organizacional, «marketing» estratégico e inovação, «business valuation», logística e operações
  • Formação na área comportamental, nomeadamente ao nível da comunicação, gestão do tempo, condução de reuniões, assertividade, persuasão e construção de equipas

 

 

 

 

 

 

 





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