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Serviços cativam trabalhadores

O sector dos serviços continua a gerar emprego
04.01.2008


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Cátia Mateus

É o sector que movimenta mais trabalhadores, que cria mais emprego mas, simultaneamente, são os serviços que registam maior número de trabalhadores em busca de um lugar no mercado laboral. Dados recentes revelam que o número de inscritos nos centros de emprego tem vindo a diminuir mas o Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que o número total de desempregados se situe, actualmente, nos 444,4 mil. Cerca de 214,2 mil são na área dos serviços.

Três milhões é a estimativa do INE para o número de profissionais portugueses que trabalham na área dos serviços e o instituto revela que do terceiro para o último trimestre do ano transacto, o número de trabalhadores deste sector em busca de um novo emprego aumentaram em quase 12 mil. Um número que excede os 27 mil se relacionarmos com igual período de 2006.

E as estatísticas não deixam grande margem para dúvidas: os serviços concentram a procura de emprego. Os últimos dados disponíveis revelam que estavam inscritos nos centros de emprego do país, cerca de 397.192 desempregados. Um número que representa uma quebra de 13,2% (60 536 pessoas) face ao ano anterior. Cerca de 60,1% são mulheres e detentores de um nível de instrução equivalente ao 1º ciclo do ensino básico (30,4%).

Por sua vez, metade do universo dos desempregados está quase repartida por quatro funções: trabalhadores dos serviços e comércio (51879), empregados de escritório (45 702), pessoal dos serviços de protecção e segurança (45 352) e trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras (32462).

Mas apesar destes números de desemprego, os dados da Central de Balanços do Banco de Portugal revelam que no segundo trimestre do ano passado este sector empregou mais 2,7% do que no ano anterior. Uma dinâmica sustentada sobretudo pelas actividades imobiliárias e os serviços às empresas, onde o trabalho temporário assume particular destaque registando um crescimento de quase 6% no número de empregados.

Paralelamente, os funcionários do comércio cresceram também cerca de 3%. Sorte inversa teve quem trabalha na agricultura e na indústria onde o número de novos empregos gerados não cessa de diminuir. Uma realidade que não deverá sofrer grandes alterações no ano que agora se inicia.





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