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Salários portugueses estão €1005 abaixo da média europeia

Salários portugueses estão €1005 abaixo da média europeia

Os profissionais portugueses ganham, em média, menos 1005 euros mensais do que os restantes profissionais europeus. As contas são da multinacional de recrutamento Adecco que acaba de divulgar o seu último Monitor Anual, um estudo que analisa a evolução salarial na Europa.

27.05.2016 | Por Cátia Mateus


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O salário médio bruto nos 28 países da União Europeia é de 1995 euros mensais. Um profissional português levam em média para casa ao final de cada mês 986 euros. Uma diferença de 1005 euros que coloca os portugueses cerca de 50,6% abaixo da média salarial da generalidade dos europeus. As contas são feitas pelo estudo IV Monitor Anual Adecco, elaborado em colaboração com os investigadores de Barceló y Asociados, e focado no estudo salarial dos profissionais europeus. E os portugueses não são os mais penalizados. Segundo a multinacional de recrutamento “existem dez países da União Europeia cujo salário médio é inferior ao português”.

A desigualdade da média salarial nacional face à europeia é por demais evidente. Mas ainda assim, há europeus em piores condições do que os portugueses. Estónia, Croácia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Letónia, Hungria, Lituânia, Roménia e Bulgária compõem a lista de dez países onde a media salarial é ainda mais desfasada da europeia. Se em Portugal a media salarial é de 986 euros mensais, na Polónia, por exemplo, ronda os 686 euros mensais e na Bulgária os 357 euros mensais, segundo dados do estudo. Na análise, a Adecco comparou a remuneração portuguesa à de Espanha e França, os seus vizinhos mais próximos, para apurar uma diferença de €654 e €1.269 mensais, respetivamente.

Para a Adecco, é possível classificar os 28 países comunitários em três grandes grupos, segundo o nível do seu salário médio mensal. “No primeiro grupo contam-se 11 países com um salário médio inferior a 1.000 euros por mês. Excepto Portugal (986 euros/mês), todos eles são da Europa de Leste: Bulgária (357 euros), Roménia (453 euros), Lituânia (527 euros), Hungria (543 euros), Letónia (601 euros), Polónia (686 euros), República Checa (758 euros), Eslováquia (774 euros), Croácia (782 euros) e Estónia (798 euros)”, explica a empresa no estudo.

Além destes países, ?existem oito nações com remuneração média superior a 1.000 euros, mas abaixo dos 2.500 euros mensais, que fazem parte do Segundo grupo, o dos países com os designados salários intermédios. A Áustria lidera este grupo. Um profissional austríaco levam para casa mensalmente uma media de €2.382. França é o segundo país do grupo com maior media salarial (€2.255), seguindo-se Itália (€2.017), Espanha (€1.640), Chipre (€1.256), Malta (€1.168), Eslovénia (€1.142) e Grécia (€1.011).

O terceiro grupo, o dos países cuja remuneração media é superior a €2500 mensais, é composto por nove países: Alemanha (€2.515), Suécia (€2.541), Finlândia (€2.555), Holanda (€2.575), Irlanda (€2.592), Bélgica (€2.619), Reino Unido (€2.742), Luxemburgo (€2.994) e Dinamarca (€3.553). “Este é o grupo mais homogéneo. Tirando os casos do Luxemburgo e Dinamarca, as diferenças entre os países não superam os 9%.”, realça o estudo.

Uma análise realizada aos dados apurados pela Adecco no âmbito deste estudo permite constatar que dentro da União Europeia a desigualdade entre remunerações médias salariais pode chegar a ser dez vezes superior entre países. É o caso, por exemplo, da Dinamarca (com €3.553 mensais) em relação à Bulgária, que não excede os €357 euros/mês. Ou seja, “num único mês, um trabalhador dinamarquês ganha o mesmo que um colega búlgaro em dez meses”. Uma diferença de 3.192 euros mensais.

Entre os 19 países que utilizam o euro como moeda, as diferenças são um pouco menos marcantes, mas ainda assim significativas. O salário médio no Luxemburgo (€2.994), o maior da zona Euro, é quase seis vezes superior ao da Lituânia (€527), o mais baixo da zona Euro. Segundo a Adecco, “é possível afirmar que Portugal está em clara vantagem em relação aos países da Europa de Leste, mas o mesmo não acontece quando comparado com os países mais avançados da União Europeia”. A multinacional de recrutamento enfatiza, por exemplo, que o gap salarial entre Portugal e o Luxemburgo é de €2.008 mensais. Por outras palavras, um profissional português ganha, em média, menos 67% do que um luxemburguês.



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