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Refer aposta no " e-learning"

28.11.2003


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Ruben Eiras

Formação à distância elimina a dispersão geográfica dos trabalhadores


A FORMAÇÃO da força de trabalho na rede ferroviária nacional entrou em alta velocidade. A Refer, empresa pública responsável pela gestão, construção e manutenção do sistema ferroviário, está a utilizar uma plataforma de "e-learning" que será utilizada para formar uma parte significativa dos quase 5000 colaboradores da empresa.

"Apostamos neste sistema porque consideramos o 'e-learning' um óptimo canal para formar uma força de trabalho que está geograficamente dispersa", salienta Rui Nunes da Silva, responsável pela formação naquela organização.

Baseada numa solução tecnológica da Academia Global, a estratégia de aprendizagem seguida pela Refer para os conteúdos a disponibilizar na plataforma, passa por construir cursos breves, elaborados por pequenas equipas, organizadas por especialidades.

A médio prazo, um dos principais objectivos da aposta no "e-learning" é o de construir um sistema de gestão de conhecimento da rede ferroviária nacional. "Há que registar o conhecimento tácito dos trabalhadores que se reformam: muitos deles acumularam competências específicas que são valiosas para a empresa. É crucial transmiti-las aos novos colaboradores", argumenta aquele responsável.

No momento, todos os processos administrativos e de gestão de formação estão já informatizados, sendo possível a qualquer trabalhador com acesso à rede informática, e em qualquer zona do país, inscrever-se num curso e frequentá-lo. "Todo o processo de formação já migrou para o portal corporativo", avança Rui Silva.

Aquele responsável refere ainda que espera alcançar o retorno do investimento (ROI) do sistema de "e-learning" num prazo de três a cinco anos. "Mas não vamos dar um passo maior que a perna - há que envolver todos os níveis hierárquicos para criar na empresa uma cultura técnica assente na gestão por objectivos e na formação", sublinha.

Um dos alicerces da nova cultura a criar é o sistema de avaliação da formação que se encontra em processo de implementação. O modelo foi concebido pelo Citeforma, um centro de formação co-participada pelo IEFP, e baseia-se na ligação da formação à melhoria do desempenho do trabalhador e à concretização de objectivos de negócio.

"Esta abordagem implica que, não só se avalie as reacções dos formandos aos cursos, mas também as mudanças comportamentais originadas, as competências adquiridas e até o impacto no desempenho da empresa, através da medição do ROI da formação", explica Rui Silva.

A concepção do sistema de avaliação da formação já passou por três etapas. A primeira consistiu na sua "promoção" pedagógica dentro da empresa. "Falamos com todas as áreas da organização, demonstramos como se iria fazer a avaliação da formação e realizamos testes ao sistema. Todos ficaram a saber como funcionava o novo processo avaliativo", descreve aquele responsável.

Na segunda fase foi realizada a primeira avaliação da formação, que incluiu uma avaliação específica dos monitores e das entidades formadoras.

A terceira etapa, que está a decorrer, consiste na implementação de melhorias no processo de levantamento de necessidades de formação e no processo pedagógico. "Esta fase ainda não está a decorrer ao ritmo desejável, porque estamos a identificar as necessidades de cada colaborador", remata o responsável pela formação.





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