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Profissionais esperam pela retoma

A crise está a adiar a mudança de emprego
16.09.2005


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Cátia Mateus

A CONJUNTURA económica desfavorável está a limitar os executivos na sua opção de mudança de emprego. Segundo um estudo da Lee Hecht Harrison, uma empresa especializada em «outplacement», dois em cada três executivos estão descontentes nas suas actuais posições. A análise da empresa conclui ainda que estes profissionais estão dispostos a mudar de funções, logo que a economia e o mercado evidenciem sinais de melhoria.

Desde que a economia mundial começou a evidenciar sinais de crise que muitos executivos foram obrigados a reduzir custos desvinculando trabalhadores e passando a trabalhar mais horas, muitas vezes sem qualquer remuneração adicional. Com a economia ainda em recessão, estes profissionais começam a ponderar uma mudança de emprego e aguardam apenas a retoma económica para concretizar esta opção.

Segundo Yves Turquin, director-geral da Lee Hecht Harrison em Portugal, «face ao actual e conturbado ambiente do mercado é mais prudente manter o actual emprego». O responsável explica que «quando o mercado está em crescimento, o risco é relativamente baixo e, por isso, vale a pena aproveitar a oportunidade mesmo que a posição não seja a melhor porque novas oportunidades não faltarão».

Para Yves Turquin, «num mercado em baixa, um profissional que ocupe uma nova posição poderá deparar-se com o problema real da eliminação do cargo que ocupa — já que o último a entrar pode ser o primeiro a sair — ou, o não enquadramento na nova empresa».

Contudo, o director-geral da Lee Hecht Harrison afirma que mesmo perante o mercado equilibrado, optar por uma mudança de emprego exige ponderação. É fundamental, segundo o especialista, que o profissional saiba o que pretende fazer e tenha um plano.

Se a sua actual função não lhe permitir alcançar os objectivos que tem definidos, é hora de mudar. Perante esta mudança, é útil ter o maior número de informações possível sobre a sua nova empresa, prestar atenção à cultura empresarial em vigor e preparar-se para a integrar.

Yves Turquin explica ainda que à medida que a economia recuperar irá aumentar o desafio para as empresas. «Elas não enfrentarão apenas a árdua tarefa de recrutamento, mas também a de retenção dos actuais gestores», conclui o especialista.





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