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Portugueses estão longe do que as empresas procuram

Portugueses estão longe do que as empresas procuram

Portugal está entre os quatro países com pior classificação no desajuste entre a oferta e procura de competências no mercado de trabalho. A conclusão tem por base um estudo realizado pela consultora de recrutamento e seleção de profissionais qualificados Hays, em parceria com a Oxford Economics.

01.11.2013 | Por Cátia Mateus


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“As causas do atual desemprego vão muito além das condicionantes económicas”. Com esta afirmação, a consultora de recrutamento e seleção Hays dá conta de uma clara desadequação da oferta e da procura, em matéria de competências no mercado laboral português. Segundo o estudo Hays Global Skills Index 2013, conduzido pela empresa em colaboração com a Oxford Economics, “Portugal é um dos países onde há maior escassez de competências fundamentais para o crescimento das empresas”. Para a consultora parece claro que as instituições de ensino de muitos países, incluindo Portugal, “não estão a conseguir gerar as competências e o talento que os empregadores procuram”.

Dezoito das 30 principais economias mundiais registam algum tipo de escassez de competências. Portugal está entre as quatro economias onde este desajuste se revela mais problemático. O relatório global da Hays, esta semana divulgado, coloca o país no mesmo grupo dos Estados Unidos, Espanha e Irlanda, onde o afastamento entre a oferta e a procura de competências também assume contornos graves. Mas no caso específico português, o problema não está apenas nesse desajuste, admite a consultora.
A braços com uma taxa de desemprego superior a 16%, mercado nacional regista um desajuste claro entre as necessidades dos empregadores e as competências dos colaboradores disponíveis e enfrenta ainda a saída de milhares de jovens que buscam noutras geografias oportunidades que não encontram em Portugal.

Para Paula Baptista, managing director da Hays em Portugal, “o desequilíbrio entre a oferta e a procura de competências é um dos maiores problemas do mercado de trabalho português, e continua a piorar à medida que milhares de jovens qualificados abandonam o país”. Para a líder da consultora em território nacional, “é fundamental criar políticas para atrair e reter estes profissionais”. Politicas que, como refere, poderão passar por uma necessária “melhor comunicação entre as instituições de ensino e o mercado de trabalho, para corrigir esta escassez de competências”, tanto mais que o desemprego se mantém em patamares elevados, apesar do elevado número de vagas que ficam por preencher.

O Hays Global Skills Índex tem como base a análise do mercado de trabalho qualificado em 30 das principais economias globais e sublinha a importância de empresas e governos trabalharem em conjunto, de modo a potenciarem as qualificações e competências necessárias ao crescimento económico. O índice tem por base a análise de um leque de sete indicadores, como os níveis de ensino, a flexibilidade do mercado de trabalho, a participação no mercado de trabalho, as pressões salariais em perfis altamente qualificados. Uma pontuação acima de 5,0 sugere que os empregadores estão a ter dificuldades em encontrar as principais competências de que necessitam e estão a ser afetados pelas limitações do mercado. Pelo contrário, uma pontuação abaixo deste valor indica um mercado de trabalho sem grandes restrições no fornecimento de mão-de-obra qualificada. “Dentro destas pontuações gerais, os valores atribuídos a cada um dos sete componentes avaliados podem variar significativamente, destacando as diferentes Dinâmicas e pressões enfrentadas por cada país”, explica a especialista.

Numa avaliação de zero a 10, Portugal alcançou este ano um índice de 6 agravando assim a sua situação face ao ano passado, altura em que a desadequação entre a oferta e a procura de competências já lhe tinha valido uma pontuação de 5,3. Segundo os resultados do estudo, o Japão é país que regista maior índice de desajuste, com 6,6, mas há outras economias desenvolvidas onde o problema também parece difícil de ultrapassar. Os Estados Unidos registam 6,4 e países como a Suécia, Hungria ou Alemanha totalizam 6,3. Para Paula Baptista, “a diversidade de países nesta lista indica que não existe uma ligação clara entre a performance económica e a eficiência do mercado de trabalho de cada país, e que o problema poderá estar antes nas instituições de ensino e na legislação laboral”. O índice apurado em Portugal revela que o país está a responder de forma lenta à contração económica levando alguns empregadores, sobretudo em indústrias onde são necessários perfis altamente qualificados, a enfrentar não só dificuldades económicas, mas também na atracão e retenção dos talentos de que necessitam. 



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