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Portugueses estão entre os que mais receiam a mudança de emprego

Portugueses estão entre os que mais receiam a mudança de emprego

Portugal é um dos países onde a predisposição para a  mudança de emprego mais decresceu. O alerta conta do Randstad Workmonitor, relativo ao primeiro trimestre do ano, que entre outros fatores analisa  a confiança dos portugueses face ao emprego. 

19.03.2016 | Por Cátia Mateus


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A multinacional de recrutamento Randstad acaba de divulgar os resultados do seu Workmonitor para o primeiro trimestre de 2016. Do estudo ressalta um dado preocupante: o nível de confiança dos portugueses no que diz respeito à confiança para mudar de emprego (o Mobility Index) nos próximos seis meses, está em queda. Portugal figura mesmo no grupo de países onde o indicador de Mobilidade registou um decréscimo mais acentuado, cinco pontos face ao último trimestre.

O número de trabalhadores que espera encontrar um novo emprego nos próximos seis meses estabilizou nos 109 pontos no último trimestre, um indicador que se mantém em níveis similares desde 2012. Porém, segundo o estudo Randstad Workmonitor relativo aos primeiros três meses de 2016, “uma análise mais profunda demonstra que a mobilidade diminui em Portugal (menos 5 pontos)”. Em quebra, entre os 34 países analisados pela consultora em todo o mundo, está também a mobilidade dos profissionais dos Estados Unidos da América (EUA) e da Alemanha, ambos com reduções de quatro pontos. Uma pessimismo em relação à mudança de emprego que não é generalizado.

Países como a Turquia, o Canadá, a Austrália e a Grécia, registaram ganhos neste indicador. O primeiro (a Turquia) subiu na ordem dos cinco pontos, os restantes, quatro. Apesar deste cenário, em termos globais, 23% dos profissionais dos vários países analisados mudaram de emprego nos últimos seis meses. Um aumento que traduz uma tímida subida (1%) face aos dados apurados no último trimestre de 2015. E se há receios entre os portugueses no que toca a mudar de emprego nos próximos seis meses com o desejo de mudança a diminuir dos 3% para os 2%, a contabilização das mudanças já realizadas até foi positiva.

Em Portugal, o número de profissionais que mudou de emprego nos últimos seis meses subiu de oito para dez por cento. Na Índia, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Singapura, Suíça e nos EUA, a mudança de emprego diminuiu. O Luxemburgo mantém, entre o leque de países analisados, a menor taxa de mudança de emprego (3%). O estudo, que é realizado na Holanda (casa-mãe do grupo) desde 2003, analisa outros indicadores além da mobilidade. Questões como a satisfação e a motivação dos profissionais ou a ligação da tecnologia com as relações laborais são também consideradas.

“Em Portugal o número de trabalhadores que se dizem muito satisfeitos aumentou comparativamente ao trimestre anterior (passou de 68% para 74%). Evolução inversa registou-se nos trabalhadores que dizem muito insatisfeitos (de 11% para 7%)”, realça o estudo. Valores que mantém ainda longe dos registados em países como a Índia, México, Áustria, Noruega e Dinamarca, onde mais de 80% dos funcionários estão “muito satisfeitos” ou “satisfeitos” com os seus atuais empregos. O inquérito trimestral abordou também a relação da tecnologia com o trabalho, concluindo que para 91% dos profissionais portugueses inquiridos, a tecnologia está a mudar de modo significativo os processos de trabalho, mas não necessariamente para melhor. Globalmente, 81% dos sentem que precisam de mais formação para acompanhar a evolução tecnológica e aproveitá-la em seu próprio benefício.



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