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Portugueses apostam na formação

28.03.2003


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Ruben Eiras

CERCA de 80% dos trabalhadores que frequentaram acções de formação nos últimos dois anos no Centro de Formação dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Serviços e Novas Tecnologias (Citeforma) fizeram-no por iniciativa própria.


Somente 20% indicam que a frequência de acções formativas foi da iniciativa da empresa. Esta foi uma das conclusões de um estudo recentemente realizado por aquela instituição junto de 11 mil inquiridos. A taxa de respostas situou-se nos 9,4%. A maioria dos respondentes exerce funções nas áreas administrativa, informática e contabilística.

A pesquisa também revela que 70% dos inquiridos suportou o custo de inscrição nas acções de formação profissional frequentadas, tendo as restantes 30% ficado a cargo das empresas ou outras organizações em que desenvolvem a sua actividade profissional.

O comportamento positivo para com a formação profissional reside nas expectativas do público inquirido de que a frequência de um curso de formação contribui para a melhoria das competências e condições profissionais, um aspecto destacado por 97% dos inquiridos. Segundo Agostinho Castanheira, director do Citeforma, esta atitude perante a formação profissional prende-se também com o facto da maioria dos inquiridos (60%) ser jovem, com idades compreendidas entre os 20 e os 34 anos.

Em relação às habilitações literárias, a maioria dos inquiridos são qualificados. Cerca de 51% das pessoas possuem entre o 11º e o 12º ano e 22,7% são licenciados.

Além disso, cerca de 61% consideram que os conhecimentos aprendidos tiveram aplicação nos seus postos de trabalho. Contudo, 55% afirmou que "embora com o curso se tenham sentido melhor preparados para progredir profissionalmente, aquele acabou por não ter grande impacto nas suas carreiras profissionais".

Agostinho Castanheira refere que esta situação revela que é necessária uma maior aproximação entre a aquisição de competências por parte dos trabalhadores e "a existência de condições nas organizações" que permitam maximizar os conhecimentos adquiridos pelo colaborador.

Quanto às necessidades de formação emergentes, a área comportamental e, sobretudo, a área comercial e "marketing" são as mais procuradas. "Esta última assume-se como uma competência extensiva a qualquer função, em virtude das exigências do mercado e da sua disseminação entre as várias áreas funcionais de uma organização", sublinha aquele responsável.

O Citeforma também dirigiu um inquérito a pequenas e médias empresas do sector do comércio e serviços, que representam um universo de 1933 trabalhadores. Cerca de 77% das empresas inquiridas revelaram a existência de práticas de formação nos últimos dois anos, preferencialmente em áreas relacionadas com a informática (para utilizadores e técnicos) e a contabilidade.

Quando questionados relativamente à iniciativa para a frequência das acções de formação, 85% referiram que esta pertenceu à empresa. Em relação à eficácia da formação profissional nas empresas, 100% dos empresários inquiridos consideram que se verificou uma melhoria do desempenho dos trabalhadores após a frequência das acções, embora se continuem a verificar dificuldades por parte dos trabalhadores relativamente aos conteúdos das acções que já frequentaram.

Quanto ao futuro, o inquérito revela que as prioridades dos empresários centram-se na melhoria da compreensão das necessidades dos clientes e na autonomia para a resolução de problemas por parte dos seus empregado




 

 







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