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Portugal recruta financeiros e economistas

Portugal recruta financeiros e economistas

Depois de meses a liderar o recrutamento nacional e a desafiar a adversidade económica do país, as tecnologias de informação competem agora com a área financeira e económica pela liderança do ranking dos mais dinâmicos nas contratações.
05.07.2012 | Por Cátia Mateus


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A análise dos últimos dados de recrutamento do Expresso Emprego, realizada com base nos anúncios publicados na versão impressa e no site da marca durante o mês de junho, trouxe a surpresa da emergência significativa da procura de profissionais ligados à área financeira. Entre as 506 ofertas de emprego divulgadas no último mês, 38 procuravam economistas, 34 fiscalistas, 35 auditores, 37 contabilistas e 36 controllers. À lista acrescentam-se ainda uma série de outras funções ligadas á área que também registaram subidas nas ofertas.

Em abril e maio a média de ofertas para economistas e financeiros não excedeu as 10. Em junho, as duas funções juntas geraram 72 oportunidades de trabalho num país onde a taxa de desemprego elevada faz perder a esperança a quem procura alternativas de regresso ao mercado de trabalho. O claro aumento do recrutamento de profissionais para estas funções indicia a preocupação das empresas em fortalecer as suas estruturas financeiras de modo a ultrapassar a adversidade económica e também a delimitarem uma estratégia de expansão para outros mercados.

Mas há outras áreas quem mantém a sua dinâmica. As engenharias voltam a afirmar o seu potencial de internacionalização, com a procura de engenheiros portugueses para empresas estrangeiras a apresentar uma boa dinâmica, sobretudo para a Alemanha e Angola. O mesmo sucede nas tecnologias de informação e comunicação (TIC) que continuam a liderar os recrutamentos em território nacional, acumulando também excelentes oportunidades para carreiras internacionais.

No final do mês passado a marca Expresso Emprego tinha 86 ofertas ativas para empregos no estrangeiro. Funções maioritariamente relacionadas com as engenharias (civil, eletrotécnica, informática e até de energias renováveis), mas também para cargos de gestão e direção comercial e ainda tecnologias de informação e saúde.
Este último é, de resto, o sector com maior dinâmica no último mês. Entre a totalidade de ofertas divulgadas, 52 eram para funções no sector da saúde. Logo a seguir no ranking estão o sector automóvel, a construção e indústria, as tecnologias de informação e a banca, seguros e área financeira. Na lista dos sectores que atualmente geram menos oportunidades de emprego no país estão a arquitetura e o design, a higiene e segurança, o retalho, e sector público e o ensino e formação. Durante o mês de junho, o site expressoemprego.pt registou 38.604 candidaturas enviadas para as ofertas disponíveis e 396.558 utilizadores registados.

Quem está a recrutar mais*

À semelhança do que já vem acontecendo nos últimos meses os dados do Expresso Emprego para junho voltam a reforçar a aposta das empresas estrangeiras (sobretudo angolanas) na contratação de profissionais portugueses. No ranking mensal dos melhores recrutadores estão algumas empresas que recrutam para posições no estrangeiro. As tecnologias de informação são também uma das áreas dominantes, com a Degetel a liderar a lista dos que mais recrutaram no último mês.

1º Degetel
2º Logistel
3º ERA
4º Monliz SA
5º Total
6º Uniqua Consulting GmbH
7º Movex
8º Noesis
9º Rockport
10º Bureau Veritas Angola

* Os dados deste ranking não incluem ofertas de trabalho anónimas ou veiculadas através das empresas especializadas em recrutamento e seleção.



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