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Portugal perde terreno nos novos negócios

A taxa de empreendedorismo portuguesa é a nona mais baixa em 59 nove países. Os dados são do último Global Entrepreneurship Monitor (GEM), um dos maiores estudos independentes que analisa a nível mundial a taxa de atividade empreendedora dos países.
16.12.2011 | Por Cátia Mateus


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A cada 100 portugueses existiam, em 2010, entre quatro a cinco novos empresários. A conclusão resulta dos dados recolhidos no mais recente Global Entrepreneurship Monitor (GEM) e permite constatar um clara quebra face ao último GEM realizado em Portugal no ano de 2007, altura em que o país registava o dobro o nível de empreendedorismo atual. Em 2007 Portugal chegou a figurar no GEM como a terceira maior taxa de atividade empreendedora entre as 19 economias orientadas para a inovação. Na altura, nove em cada 100 portugueses eram empreendedores e a taxa de atividade empreendedora do país era de 8,8%. Números que contrastam com os apurados em 2010. Os dados do último GEM analisam em 59 países a proporção de indivíduos envolvidos na criação de novos negócios e na gestão de uma nova empresa e mostram que Portugal se fica por uma taxa de 4,5%, o equivalente a quatro a cinco empreendedores a cada 100 portugueses. Segundo o estudo, a taxa de atividade empreendedora (TAE) nos países membros da União Europeia ronda uma média de 5,2%, permanecendo acima da fasquia nacional. Mas não foi só Portugal que perdeu capacidade empreendedora desde 2007. Os dados parecem comprovar que a crise e a incerteza económica fizeram vítimas em território nacional, mas não deixaram de lado outras economias. Espanha, Itália e Dinamarca registaram também quebras quando comparadas com os valores atingidos em 2007. Qualquer um destes países teve uma “redução significativa da sua taxa de atividade empreendedora”, posicionando-se no ano passado abaixo da média alcançada por Portugal. Líder da iniciativa empresarial E por oposição a este cenário, há países onde o empreendedorismo está ao rubro, sobretudo por se tratarem de economias muito orientadas para a produção e onde há mais propensão para a criação de novos negócios. Um bom exemplo é o Vanuatu que surge como líder da iniciativa empresarial com uma taxa de 52,1%, surgindo em clara vantagem face à Bolívia que regista 38,6%. Zâmbia, Gana, Uganda e Angola figuram também na lista dos países mais empreendedores entre os 59 considerados no estudo do GEM. A Islândia ultrapassa os 10% de TAE e com índices que superam os 5% estão também a Finlândia, o reino Unido, a França e a Noruega. Neste estudo, as economias são divididas segundo a sua tipologia e depois são então avaliadas. Há três tipos: as economias que são orientadas por fatores de produção, as que colocam o enfoque na eficiência e aquelas cuja orientação é para a inovação, onde se incluí Portugal que apresenta mais baixa das TAE neste sub-ranking. Comparativamente com os dados apurados para Portugal em 2007, o país tem hoje mais portugueses a apostar nos sectores dirigidos ao consumidor final. A construção, manufatura, transportes e comunicações ou até a distribuição grossista, figuram na lista das restantes áreas de maior investimento para os empreendedores portugueses. Mais de 38% destes novos empresários criaram negócios movidos pela oportunidade, enquanto 31,1% o fizeram por necessidade ou para assegurar o seu autoemprego. O GEM, coordenado em Portugal pela SPI Ventures, engloba também opinião de 36 especialistas sobre as condições de cada país para empreender que concluem que em Portugal a iniciativa empresarial tem resultado, sobretudo, de uma subida do desemprego e como forma de assegurar o auto emprego.


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