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Portugal inova pouco

Para entrar na rota europeia da inovação, o país tem de se qualificar
08.09.2006


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Cátia Mateus

PORTUGAL inova pouco. A conclusão é sustentada pelo último relatório do European Innovation Scoreboard (EIS), o instrumento europeu de referência que analisa o desempenho dos países-membros da União Europeia em matéria de inovação. O relatório que avalia, anualmente, uma série de indicadores na área das políticas de inovação aponta para o fraco desempenho do país nesta matéria, com indicadores muito abaixo da média europeia.

Os resultados mais preocupantes advêm do ensino, qualificação de recursos humanos, mas também da participação das empresas de «research & development». Em Portugal, existem actualmente 11 parques tecnológicos e 20 centros de incubação. O Estado assegura 11 laboratórios e há cerca de 430 unidades de I&D. Infra-estruturas importantes mas cuja actividade não chega ainda para assegurar os índices desejáveis de inovação para o país.

Segundo o EIS é necessário operar algumas mudanças no panorama nacional. Uma abordagem sistematizada das políticas de inovação, um estímulo das ligações e redes de cooperação entre os diversos intervenientes do sistema de inovação nacional, o reforço da qualificação dos recursos humanos e das competências internas das empresas, bem como o aumento da produtividade na administração pública são as linhas-mestras que, segundo o relatório, devem nortear a actuação de Portugal neste campo.

Por sua vez, os incentivos públicos aos centros de inovação são também importantes para colocar o país na rota da Europa em matéria de inovação. Segundo um estudo realizado pela Agência da Inovação (Adi) sobre as infra-estruturas tecnológicas no sistema nacional de inovação, “cada euro de incentivo público nas infra-estruturas tecnológicas gera uma produção seis vezes superior”.

Em 2005 os incentivos públicos a projectos rondaram os dez milhões de euros. Os 34 centros tecnológicos e de transferência de tecnologia que receberam incentivos, realizaram 62,5 milhões de euros em vendas e prestações de serviços. A Adi é a entidade que 'tutela' a inovação em Portugal. O seu capital é dividido em partes iguais pelo Minsitério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e pelo Ministério da Economia e Inovação.





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