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PME’s mais competitivas

Sacudir a crise em que se encontram mergulhadas as PME, através da injecção de sangue novo nas empresas através de quadros qualificados e aproveitar os novos instrumentos do QREN são alguns dos temas em debate no «Innovation Marketplace»
08.02.2008


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Marisa Antunes

Para estimular a discussão sobre a competitividade das empresas portuguesas, em especial das Pequenas e Médias Empresas (PME) vai realizar-se no próximo dia 28 de Fevereiro, no Centro de Congressos de Lisboa, o «Innovation Marketplace».

Nesta Feira da Inovação, organizada em conjunto pela Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE) e pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), será ainda possível aprofundar o novo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, para o período 2007-2013, esmiuçando os novos instrumentos, as potencialidades e as possibilidades de criação de uma "network" entre os vários agentes da inovação e as consequentes oportunidades de negócio.

Durante o evento está previsto ainda um especial enfoque ao Projecto Inov-Jovem. Com este programa, a AIP-CE e o IAPMEI pretendem estimular o processo de inovação e desenvolvimento nas PME, ao colocar jovens quadros qualificados, que viram potenciado o seu desenvolvimento em áreas críticas. Até ao momento, participam no Inov-Jovem 500 PME e 506 jovens quadros qualificados.

Recorde-se que o projecto Inov-Jovem - Jovens Quadros para a Inovação nas PME foi desenvolvido pela AIP-CE e co-financiado pelo programa comunitário PRIME, com o objectivo de criar emprego em novas áreas, respeitando as necessidades identificadas no tecido empresarial.

Em comunicado, a AIP-CE lembra que "Portugal enfrenta dois desafios - por um lado o da elevação da qualificação média da sua população activa, dado o défice estrutural do país nessa matéria e, por outro, o fomento da competitividade empresarial, em particular a das PME, que constituem a maioria do nosso tecido empresarial e cujo peso quer nas exportações, quer na criação de postos de trabalho é muito relevante".

Dentro deste pressuposto e com o intuito de responder ao estipulado na Estratégia de Lisboa, onde a "Inovação é apontada como a chave para ultrapassar os bloqueios que têm limitado o desenvolvimento do nosso país e como um dos motores do desenvolvimento económico e social" apostou-se forte neste programa de desenvolvimento de novas competências.

O Projecto tem a duração de doze meses, traduzindo-se em dois meses de formação especializada em sala e dez meses de estágio nas empresas. Assenta numa metodologia integrada que se focaliza na elaboração de Projectos de Inovação, previamente identificados pelas empresas e validados pela AIP/CE, que contribuam de forma efectiva para a eficiência das empresas onde são aplicados. Os estágios são apoiados por tutores especializados, numa óptica de apoio à integração e de concretização dos referidos projectos de estágios.

São destinatários deste projecto jovens com idade até aos 35 anos, com qualificação académica de nível superior nas seguintes áreas de formação: Artes e Humanidades; Ciências Sociais, Comércio e Direito; Ciências, Matemática e Informática; Engenharia, Industrias Transformadoras e Construção; Saúde e Protecção Social; Serviços.





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