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Ordem para inovar

O Governo faz da inovação a base da modernização económica
07.12.2006


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Cátia Mateus
Inovação, criatividade e capacidade empreendedora compõem a tríade que sustenta, em grande parte, o futuro da economia portuguesa. Para Carlos Zorrinho, coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, destes factores dependem, directamente, a modernização e o aumento da competitividade da economia portuguesa. Foi esta a ideia defendida pelo responsável perante uma plateia de cerca de centena e meia de investidores que se reuniram esta semana em Lisboa, para o European Venture Summit.

Num discurso voltado para o futuro e para a prática, Carlos Zorrinho assume a consciência de que “é preciso ir mais longe no domínio das políticas de apoio e suporte à inovação em Portugal”. Segundo o coordenador do Plano tecnológico, “o grande desafio para a Agenda de Lisboa nos próximos anos é disseminar as práticas da inovação” e destaca o importante papel das universidades neste domínio.

O Governo está neste momento a ultimar um modelo de governação do Sistema Nacional de Inovação, inspirado naquele que é levado a cabo na Finlândia. Este modelo contemplará a criação de um Conselho Nacional de Inovação e de um Fundo de Inovação, aberto, que combinará investimento público e privado, num montante significativo e que será colocado ao serviço do empreendedorismo nacional.

Para Carlos Zorrinho, “Portugal não quer competir no mercado dos bens e serviços massificados e indiferenciados com base no custo dos factores e não pode, ainda, competir com base apenas nas qualificações”. Um dos caminhos passa por criar no país um ambiente favorável à produtividade, inovação, empreendedorismo e internacionalização. Razão pela qual, Carlos Zorrinho e também o ministro da Economia, Manuel Pinho, enfatizam a importância de eventos como o European Venture Summit que esta semana se realizou pela primeira vez em Portugal.

Da parte do Governo, há uma intenção clara em apoiar o regresso deste evento a Portugal “sempre que o volume de projectos identificados pelos Gabinetes de Inovação existentes em 12 universidades lusas o justifique”. Segundo Carlos Zorrinho, “o país quer ajudar os seus empreendedores a chegarem bem preparados ao julgamento do mercado e facilitar a sua exposição aos investidores”. Uma meta para a qual este evento é determinante.

Em Portugal — no European Venture Summit — estiveram esta semana 150 investidores e «corporate investors» interessados em investir em projectos de elevado potencial, sobretudo nas áreas das tecnologias, biotecnologia e novas energias. O certame, organizado pela multinacional e-Unlimited, contou também com a presença da banca e de empresas de capital de risco. Um evento de oportunidades para quem quer empreender e para um país na rota do empreendedorismo.





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