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Optimismo no horizonte

11.07.2003


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Cátia Mateus

O nível de novas contratações deverá crescer até ao final do ano. É no sector farmacêutico que se prevê maior criação de emprego


AS EMPRESAS portuguesas irão aumentar a contratação de novos trabalhadores até ao final do corrente ano. O anúncio é feito pela empresa de "executive search" MRI Worldwide Corporate e tem por base os últimos dados do Hiring Survey, um inquérito realizado anualmente pela empresa para aferir as tendências de contratação no país.

É na indústria farmacêutica que se registará o maior aumento de novas contratações até ao final do segundo semestre de 2003.

Com intenções de recrutamento centradas num público-alvo onde se destacam os quadros médios e superiores, mas também os técnicos especializados, Portugal poderá beneficiar até ao final do corrente ano de uma conjuntura favorável a quem está desempregado nestes segmentos de qualificação.

Cerca de 25,6% das empresas inquiridas no Hiring Survey prevêem aumentar a sua força de trabalho. Todavia, face à actual conjuntura económica, no curto prazo, a cautela ainda impera no mundo empresarial.

A maioria dos inquiridos (58,8%) opta por manter o actual número de colaboradores e 15,6% acreditam poder vir a sentir necessidade de proceder a reduções.

Na opinião de Ana Luísa Teixeira, "managing director" da MRI em Portugal, "a intenção manifestada por mais de 25% das companhias abordadas em aumentar o número de colaboradores é muito encorajadora".

Para a responsável, apesar da possibilidade de reduções no número de trabalhadores ainda ser significativa, os dados revelam que "os gestores portugueses começam a encarar o desenvolvimento do seu negócio de forma optimista para os restantes meses do ano".

Ana Luísa Teixeira diz acreditar que a recuperação da economia desencadeará maiores necessidades de recrutamento e que "o congelamento nas contratações e ciclos de contratação longos que marcaram o mercado laboral nos últimos dois anos darão, provavelmente, lugar a um incremento no recrutamento".

Entre os sectores de actividade onde se esperam mais contratações estão, segundo o Hiring Survey, o sector farmacêutico (36,4% das intenções de contratação), a distribuição (34%) e o tecnológico (31,7%).

O sector dos serviços também deverá conhecer um crescimento com 29,8% das intenções de contratação de novos trabalhadores, assim como a construção (25,2%) e o sector financeiro (25%).

Intenções que para Ana Luísa Teixeira reflectem um tímido optimismo que começa a surgir nas empresas: "Algumas empresas surgirão mais fortalecidas depois deste abrandamento económico e o seu desejo em aumentar o número de colaboradores é reflexo desse optimismo".

Outras porém, conclui, "depois dos difíceis dois últimos anos, são mais cuidadosas e adoptam a postura do 'esperar para ver'".





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