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Optimismo moderado

Estudo da MRI revela intenções de recrutamento para 2008
14.03.2008


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Cátia Mateus

O primeiro semestre de 2008 pode parecer mais risonho para quem procura emprego, mas nem por isso a conjuntura é de retoma. É que se o Hiring Survey — um estudo semestral sobre as intenções de contratação das empresas, realizado pela empresa de «executive search» MRINetwork — revela que 42% das empresas prevê aumentar os seus quadros durante os primeiros seis meses deste ano, o mesmo documento deixa claro que 17% das empresas pode reduzir o seu número de trabalhadores. Uma percentagem 13% superior ao último semestre de 2007.

A subida é tímida e aponta para o optimismo, mas com cautela. Com efeito, o número de empresas com intenção de recrutar novos colaboradores subiu apenas cerca de 1% face ao último semestre do ano passado e a percentagem de empresas que perspectiva manter o seu número de colaboradores é também relevante: 41%. O panorama surge, contudo, ensombrado pela percentagem de reduções de trabalhadores perspectivadas pelas empresas: 17%. Ainda assim, numa análise global destes dados a MRINetwork aponta para um relativo optimismo do mercado em matéria de contratações com 83% das empresas a manifestar intenção de manter ou aumentar o seu número de trabalhadores.

É nas TI que a intenção de novos recrutamentos mais se faz sentir, com 59% das empresas deste sector inquiridas no estudo a manifestar uma estratégia de aumento do número de colaboradores. Só 2% das organizações equaciona uma redução de quadros.

Já o sector Farmacêutico, de Biotecnologia e Cuidados de Saúde, revela uma descida de dois pontos percentuais nas intenções de contratação face a 2007. Cerca de 42% das empresas prevêem crescer em trabalhadores, mas a maioria (50%) aponta para uma manutenção. Uma tendência que também parece contagiar o sector da indústria onde a tendência para manter o actual número de colaboradores (45%) é superior à intenção de novos recrutamentos (39%). Mais preocupante é a situação no sector da construção e obras públicas onde a percentagem de empresas que confessa possibilidade de vir a reduzir o seu actual número de trabalhadores atinge os 35%.

Para Ana Luísa Teixeira, «country manager» da MRINetwork Portugal, “estes dados apontam para sentimentos um pouco contraditórios de optimismo e preocupação”. A especialista salienta que “devemos congratular-nos com o aumento, ainda que mínimo, do número de empresas que pretende incrementar o seu número de colaboradores e com o facto de essa ser a tendência dominante, mas é preocupante o facto de o número de empresas que pretende reduzir trabalhadores ter aumentado significativamente face ao segundo semestre de 2007”.

Ana Teixeira acredita que o mercado está a polarizar-se mais. O estudo agora divulgado resulta de entrevistas a 218 administradores, directores-gerais e directores de recursos humanos de empresas de todas as dimensões.





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