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Optimismo à espreita

28.01.2005


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Vítor Andrade

A OFERTA de trabalho registada no EXPRESSO Emprego cresceu 25,5% em 2004 relativamente a 2003. Pelas páginas deste caderno do EXPRESSO passaram 15.275 ofertas de trabalho, em 2004, contra 11.880 no ano anterior. O mês de maior dinamismo foi Maio, com 1.645 ofertas de trabalho, enquanto Agosto registou a maior quebra, apenas com 700 novas propostas de emprego.


Estes números parecem querer evidenciar um ponto de viragem no mercado de trabalho, deixando para trás o pessimismo que marcou todo o ano de 2003, em que os sinais de crise económica se sucederam, culminando num crescimento negativo do Produto Interno Bruto nacional de -1,3%.

Apesar de a palavra «crise» ter sido uma das mais pronunciadas ao longo de todo o ano transacto, a verdade é que, ao nível da oferta de empregos para mão-de-obra qualificada (que é a que caracteriza basicamente este caderno do EXPRESSO), as empresas parecem estar a responder de forma positiva. E é este tipo de mão-de-obra que acaba por acrescentar valor em qualquer cadeia de produção.

Os empregos que estão a ser destruídos são essencialmente os de mão-de-obra indiferenciada, que respeitam fundamentalmente a fábricas têxteis e de confecção de vestuário, cujas produções estão a ser sucessivamente deslocalizadas para países onde a força de trabalho é consideravelmente mais barata que em Portugal.

Apesar deste movimento de deslocalização de indústrias estar a contribuir para um aumento brutal do desemprego (o número de inscritos nos centros de emprego já ronda o meio milhão de pessoas), fica a boa notícia de estarmos a gerar postos de trabalho baseados no conhecimento e na qualificação. E são vários os economistas e os analistas políticos que defendem esta orientação para que o modelo de desenvolvimento económico português possa ser bem sucedido.

Numa análise mais pormenorizada da oferta de trabalho registada em 2004, verifica-se que a preferência dos empregadores vai para os profissionais da área comercial. Em certas edições do EXPRESSO Emprego aquela categoria profissional foi alvo de mais de 22% das ofertas contabilizadas. Engenheiros civis e gestores estiveram igualmente em destaque ao longo de todo o ano transacto.

Talvez motivada por algumas escolas e universidades privadas, em certas alturas do ano a busca de pessoal docente aumentou consideravelmente. Mas o ano de 2004 foi também positivo para quadros técnicos da hotelaria, médicos, técnicos de relações públicas, jornalistas e técnicos das áreas da informática e das telecomunicações.

Regra geral, os empregadores dão larga preferência a mão-de-obra experiente. Basta referir que, por exemplo, nas edições de 28 de Fevereiro e 6 de Março de 2004, mais de 78% das ofertas de trabalho traziam implícito aquele requisito. Isto pode quer significar que muitos dos empregos criados se destinavam a pessoas que já trabalhavam — o que fomenta a mobilidade laboral, mas limita, por outro lado, a entrada de novos profissionais no mercado.





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