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Portugal recruta

28.01.2005


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Cátia Mateus

O PRIMEIRO semestre de 2005 poderá representar uma retoma nas intenções de contratação das empresas portuguesas. Os últimos dados do Hiring Survey, o inquérito para as intenções de contratação elaborado semestralmente pela empresa de «executive search» MRI Worldwide, revela que 30% das empresas portuguesas inquiridas prevê criar novos postos de trabalho nos próximos meses. É no sector das tecnologias de informação e comunicação que o recrutamento ganhará maior dinâmica já que o estudo apurou que 58% das empresas a operarem neste sector vão aumentar os seus recursos humanos.

Depois de um período conturbado e muito atingido pela crise, o sector das comunicações parece estar pronto para se refazer dos sucessivos «emagrecimentos» de que foi alvo ao longo dos últimos três anos. Para Ana Luísa Teixeira, responsável pela MRI Portugal, «este sector parece assumidamente querer fortalecer-se e aumentar a sua estrutura de capital humano».

Mas não é apenas nesta área que o recrutamento ganhará dinâmica. A distribuição mostra também sinais de expansão, ao contrário de outros sectores onde as novas contratações não serão tão visíveis. Na indústria farmacêutica a tendência será para a manutenção do número de colaboradores, assim como na construção e no grande consumo.

Na opinião de Ana Luísa Teixeira, a maior resistência às novas contratações vem do sector hoteleiro que na opinião da responsável apresenta «sinais de um certo imobilismo com 75% das empresas a apostarem na manutenção dos seus quadros e não no recrutamento».

Ainda assim, Ana Luísa Teixeira considera benéficos os dados apurados no estudo já que «continuamos a assistir a um peso maior das empresas que pretendem aumentar ou manter o número de colaboradores face às que pretendem reduzir». Um sinal de que o optimismo poderá estar de volta às empresas.

 

 

 





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