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Oeiras cria projecto F@DO

18.07.2003


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Manuel Posser de Andrade

O Concelho de Oeiras vai acolher um programa de formação profissional que utiliza "e-learning" para os "info-excluídos"


A PARTIR de Setembro o Concelho de Oeiras irá acolher um projecto de formação à distância que promove novas estratégias de aprendizagem junto de populações desfavorecidas e sem qualificações profissionais.

Trata-se do F@DO, um projecto-piloto que visa implementar modelos flexíveis de formação à distância com recurso às TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), nomeadamente ao "e-Learning", adaptado a públicos que, por um lado, não estão habituados a acções de formação e, por outro, o seu contacto com novas tecnologias é quase nulo.

O projecto consiste na selecção de 30 pessoas entre os 20 e os 40 anos, sem sucesso escolar e nenhuma adesão a modelos tradicionais de formação profissional, sendo a grande maioria desempregados ou com empregos precários.

"Em circunstâncias normais é difícil a integração profissional de pessoas com este perfil, pelo que o F@DO constitui uma nova oportunidade", refere Margarida Segard, directora da Divisão de Formação do ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade), uma das entidades responsáveis pelo projecto.

Através de um modelo misto de sessões presenciais e do uso de tecnologias de informação, surge agora a oportunidade destas pessoas ganharem competências em dois cursos profissionais: mecânico de aparelho de gás e técnico de logística na área de gestão de armazéns.

Os formandos recebem primeiramente treino no uso da internet e novas tecnologias e posteriormente são inseridos numa rede local de centros de aprendizagem no Concelho de Oeiras, de acordo com a proximidade da sua residência, equipados com computadores com ligação à internet para completar a formação à distância.

Ajuda Internacional - Cidadãos sem Fronteiras, Assomada, Associação de Solidariedade Social, Escola Secundária Luís de Freitas Branco, Escola EB 1,2,3 Sophia de Mello Breyner e Espaço da Comunidade Cabo-verdiana de Oeiras foram os centros escolhidos que contam também com o apoio de formadores.

"A ideia é criar competências profissionais em indivíduos praticamente info-excluídos, motivando a sua aprendizagem em ambientes que lhe sejam familiares como os centros de apoio e, ao mesmo tempo, melhorar o seu nível de manuseamento das TIC, garantindo o seu acesso à sociedade de informação e ao mercado de emprego, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida", comenta Margarida Segard.

Os cursos têm uma duração de 3 meses e a internet assume um papel central na formação: "Instituto Virtual" é o nome da ferramenta de "e-learning" que permite simulações reais relacionadas com os cursos, possibilita elaborar trabalhos de grupo à distância.

"O curso está estruturado por competências-chave, de acordo com as necessidades empresariais, garantindo a sua adequação ao mercado. Desta forma a componente prática é mais apurada e os conteúdos teóricos e científicos - menos estimulantes à aprendizagem - são deixados de fora", comenta.





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