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O triunfo dos temporários

15.02.2008


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Maribela Freitas

O trabalho temporário (TT) tem vindo a crescer nos últimos anos e no terceiro trimestre de 2007 empregava cerca de 80 mil trabalhadores por ano e tinha uma taxa de crescimento anual na ordem dos 15%. A Transitar justifica este crescimento como consequência do aumento do desemprego e o cada vez maior recurso a esta forma de trabalho por parte das empresas e dos trabalhadores.

Devido ao rápido crescimento da taxa de desemprego, os trabalhadores nesta situação enfrentam cada vez mais dificuldades, seja na candidatura a novos empregos, seja na adaptação a novas áreas de actividade. Perante este cenário, muitos optam por se inscrever em empresas de TT, para ocupar o tempo e ganhar novas experiências laborais. Por seu lado as empresas ao recorrerem a esta forma de trabalho, conseguem alcançar os seus objectivos com maior flexibilização e melhor gestão de tempo e recursos.

Na opinião de Yves Turquin, «managing director» da Transitar — Lee Hecht Harrison Global Partner, “face à elevada taxa de desemprego com que Portugal actualmente se depara, é natural o crescimento do mercado do TT. Sendo este uma oportunidade para os desempregados preencherem um período desocupado profissionalmente, não é de admirar que as empresas de TT tenham um índice cada vez mais elevado de inscrições”. Acrescenta ainda que “esse momento é uma óptima oportunidade para as pessoas afirmarem o seu conhecimento e potencial junto de entidades que procuram os melhores profissionais”.

Para a Transitar os colaboradores temporários gozam de diversas vantagens, como por exemplo uma maior flexibilidade horária e a possibilidade de adquirir experiência em áreas diversificadas. Estão ainda sujeitos a serem recrutados pela empresa empregadora. Quem não tem qualquer experiência de trabalho, tem no TT um bom começo.

Com o intuito de melhor aproveitar o período de desemprego, Yves Turquin aconselha os trabalhadores a: definirem claramente os seus objectivos a médio e longo prazo; manterem-se informados sobre o mercado que pretendem integrar; manter uma vida pessoa activa; potenciar o networking; contactar as empresas de forma personalizada e se assumir funções de TT, comporte-se como um colaborador permanente. É que o TT é uma oportunidade de integrar uma empresa no final de um contrato de TT, pelo que a postura profissional e credível é essencial em todos os momentos.





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