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O regresso ao campo

08.08.2003


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Vítor Andrade
vandrade@mail.expresso.pt

O ENCERRAMENTO sucessivo de fábricas, em especial no interior Norte e Centro do país, está a deixar milhares de pessoas confrontadas com a situação ingrata do desemprego.

E quando o Governo fala em acções de formação para estes portugueses, naturalmente que até lhes poderá estar a dar uma réstia de esperança, dotando-as de mais algumas competências para lá das que já possuíam.

Quem sabe, entretanto - enquanto durar o período de formação -, alguma alternativa possa surgir. O problema é que, na maioria das vezes, a alternativa não aparece, as novas habilitações acabam por não servir absolutamente para nada, e, a seguir, existe apenas um subsídio de desemprego (temporário) à espera de quem já não aguenta tanto desespero.

Perante este cenário, nas zonas do interior há duas soluções possíveis: a emigração, ou o regresso ao trabalho agrícola.
Ainda há bem poucos dias, um desempregado da região de Moura, no Alentejo, dizia (em relação ao facto de agora ali haver cada vez mais espanhóis a comprar e explorar propriedades): "O que é preciso é que haja trabalho, não importa quem seja o patrão".

Mais a norte, na zona do Douro, foi também com alguma surpresa que, este ano, um viticultor com quem contactei garantiu que teve ofertas de mão-de-obra. "E olhe que isso já não se via há muito tempo", disse ainda, em tom de espanto. É o regresso forçado à agricultura, pela força das circunstâncias.





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