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O problema dos jovens licenciados

12.09.2003


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João Barreiros
jpbarreiros@hotmail.com

NO INÍCIO prometeram-lhe mundos e fundos: trabalho garantido, bem remunerado, boas oportunidades de progressão na carreira. Pelo menos foi essa a ideia com que ficou pela leitura das informações gerais sobre o curso em que se iria inscrever.

Foi bom aluno, notas acima da média, nunca chumbou. Mas agora, dois anos depois, está sem emprego. O problema, dizem-lhe várias empresas, é o excesso de qualificações.

As mesmas empresas torcem o nariz quando responde que aceita um ordenado baixo, porque não vale a pena apostar em alguém que partirá seguramente, mais tarde ou mais cedo.

Leu algures que Portugal tem falta de trabalhadores qualificados, sendo até dos países europeus em que o problema é mais sério.

E então? Como é possível continuar no desemprego? Talvez a conjuntura tenha mudado, talvez o seu curso não tenha sido, afinal, uma boa opção.

Numa altura em que milhares de jovens se candidatam aos lugares vagos no ensino superior, não é demais lembrar a necessidade de ponderar esta escolha.

Em vários sectores da economia portuguesa, o mercado de trabalho está completamente cheio, e não se avizinham mudanças substanciais nos próximos anos.

Mesmo assim, ainda há bastantes nichos em que há falta de valores - mesmo que estes estejam ainda numa fase de construção de carreira. Pede-se competência, dedicação e, em muitos casos, paciência.





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