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O poder das redes profissionais

É crescente a importância das redes sociais enquanto potenciadoras de emprego. E embora o recrutamento puro e duro feito, exclusivamente, com base nestas redes profissionais ainda não seja uma realidade expressiva em Portugal, a verdade é que já ninguém despreza o seu potencial. Tirar o melhor partido desta montra global de carreiras exige estratégia e muito rigor.
16.12.2011 | Por Cátia Mateus


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As redes sociais profissionais permitem-lhe reunir numa só plataforma todos os seus contactos e grupos de interesse, mas também permitem que todos eles estejam de olhos postos em si, no melhor e no pior. Se por um lado estas plataformas de contacto permitiram estreitar o seu relacionamento com a sua rede de conhecimentos e fomentar o seu networking, também o tornaram mais exposto e revelaram à comunidade global aquilo que durante muito tempo estava apenas acessível a quem recebia o seu currículo. E esta exposição tem riscos. A partir do momento que o seu perfil está numa rede profissional, cada um dos seus clicks, cada comentário, cada partilha são alvo de análise por parte do seu potencial empregador ou colega de trabalho. Se quer mesmo que esta ferramenta funcione a seu favor, pondere tudo o que publica e limpe ao máximo o seu perfil. Poucos confirmam recrutar via Linkedin ou Facebook, mas os diretores de recursos humanos já assumem sem pudores que as redes sociais profissionais são aliados de peso nas suas missões de recrutamento. Antes de entrevistar um candidato ou no momento em que é analisado o seu perfil, não há diretor de recursos humanos que não espreite as respetivas páginas nas redes sociais. Um estudo recentemente divulgado pela Right Management revela que o Facebook já conseguiu superar o Linkedin, tornando-se em todo o mundo a rede favorita dos headhunters para aquele momento de ‘tira-teimas’ que antecede qualquer contratação. E os resultados desta análise podem ser muito assustadores para os candidatos já que nos Estados Unidos, 70% das empresas inquiridas confessam já ter desistido de um candidato depois de analisar a sua página pessoal nas redes sociais. Tirar o melhor partido destas redes profissionais pode até ser muito simples. Se quiser separar as águas entre o que mostra aos seus amigos e o que dá a conhecer aos que consigo trabalham, pode criar duas plataformas e dedicar uma, em exclusivo, à sua carreira. As diferenças entre ambas são muito claras. Se numa vale colocar as fotos das férias em bikini e dar resposta mais informal aos comentários dos amigos de longa data, noutra isto é completamente proibitivo. Para construir uma boa rede profissional que seja, sem simultâneo, uma montra que lhe faça justiça e abra novas portas à sua carreira, deve começar por perceber e identificar os objetivos que quer alcançar. A partir dai saberá onde centrar os seus esforços. Se a sua meta é uma multinacional, deve procurar rodear-se de grupos de interesse orientados para o mercado internacional, participar em fóruns, ter ativos comentários na sua área de intervenção sempre orientados para este mercado e, se quiser ir mais longe, ter um perfil em inglês possibilitando visualizações mais globais. Pode aproveitar esta plataforma para pedir conselhos e sugestões sobre as suas áreas de interesse aos seus contactos. Isto demonstrará a proatividade que é hoje tão valorizada pelos recrutadores e, ao mesmo tempo, ajudará a estreitar laços de comunicação com outros profissionais e empresas. Faça pesquisas sobre a sua área de carreira, amplie os seus contactos e cultive a sua rede. Tudo isto lembrando-se sempre que não deve acrescentar ao seu perfil cores partidárias, nem alimentar polémicas. Aproveite esta janela para demonstrar em comentários e partilhas que conhece bem o mercado em que atua e que tem visão crítica. Isto ajudará a valorizar o seu perfil.


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