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Norte mais voltado para o estrangeiro

As empresas do norte do país estão cada vez mais voltadas para o mercado externo.
10.02.2012 | Por Cátia Mateus


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Fruto de um trabalho de internacionalização que ganhou particular dinâmica já no ano passado, destinos como o Brasil, a China, a Índia, Moçambique ou Angola estão a captar o interesse e o investimento das empresas portuguesas. E segundo um estudo da MSearch, a empresa de recrutamento e seleção do grupo Espírito Santo, as principais oportunidades de trabalho criadas no norte do país, este ano, serão sobretudo voltadas para o exterior. Os bons resultados comerciais obtidos em mercados externos estão a impulsionar a procura de perfis especializados para sustentar o previsível aumento das exportações que se prevê para este ano. A conclusão é avançada pela análise da MSearch que faz ainda saber que “o caráter empreendedor e exportador é e continua muito forte na região norte do país”. Segundo a empresa, “desde final de 2011 que a procura de profissionais altamente especializados para latitudes como o Brasil, a Índia, China e Moçambique, a que se acrescenta naturalmente a procura para Angola, tem aumentado”. Assim, a especialista em recrutamento tem razões para crer que “mais do que oportunidades de emprego a norte, a tendência será o surgimento de oportunidades de emprego internacionais, via empresas portuguesas sedeadas no norte do país”. De acordo com a MSearch, num contexto de previsível escassez de novos projetos, a flexibilidade dos candidatos terá, forçosamente de ser maior para inverter a situação de desemprego ou materializar a ambicionada mudança profissional. Uma flexibilidade que não está apenas relacionada com trabalhar numa área que não a de formação inicial, mas também com a flexibilidade geográfica e até remuneratória. Diz a empresa de recrutamento do Grupo Espírito Santo que esta mudança nada mais é, afinal, do que “a lei da oferta e da procura a imperar”. Mas a nova conjuntura está visivelmente longe de ser bem assimilada pelos portugueses. Relativamente ao passado, a empresa reconhece que “há uma clara retração ao nível dos cargos de topo, fruto de uma menor expansão e contenção relativamente a novas áreas de negócio”. Já do lado das empresas, merece destaque no estudo uma clara tendência de aposta ou “regresso forçado” ao seu core business, ao que sabem realmente fazer. Tudo porque a época não é de experimentalismos. Em matéria de dinâmica de recrutamento, a MSearch aponta o sector tecnológico como o grande líder das contratações. A par com este gigante está a indústria alimentar, automóvel e metalomecânica, o calçado (cada vez mais internacional), a construção civil, o turismo, a grande distribuição e o retalho, enquanto áreas capazes de desafiar a adversidade da conjuntura económica nacional e gerar emprego. “Na atual conjuntura, as empresas manifestam-se mais atentas a funções ligadas ao controlo da sua atividade, com os cargos médios a registarem maior procura do que os de topo”, revela a análise da MSearch. Posições ligadas ao controlo de gestão, planeamento e supervisão de produção, registam grande procura e há mesmo uma área que parece assumir-se como vital e na qual a empresa de recrutamento diz não registar qualquer quebra: o sector informático. A empresa concluí ainda que a atual escalada dos níveis de desemprego não é passível de ser revertida a curto prazo, sendo importante que se chegue rapidamente a medidas que possam inverter a situação. “Portugal está na lista de países menos interessantes da Europa para atrair investimento estrangeiro” argumenta a empresa adiantando que “numa economia pequena como a nossa, a flexibilização do mercado de trabalho é cada vez mais fundamental”.


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