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Negócio trimensional

Três jovens amigos que apostam na Animação 3D
02.09.2005


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Cátia Mateus

DISTINGUIR o real do imaginário nem sempre é tarefa fácil. A evolução dos meios tecnológicos permitiu, nos últimos anos, avanços significativos na chamada realidade virtual. Hoje o grande desafio é conseguir os melhores efeitos visuais e recriar na perfeição aquilo que a criatividade humana consegue projectar. A Klipze é uma empresa criada para ajudar a estreitar a linha que separa o real do imaginário. A mente de três jovens empreendedores, de áreas de formação diferenciadas, criou esta empresa de pós-produção que já se tornou conhecida no mercado nacional da animação 3D.


Uma licenciada em cinema, um «designer» de comunicação e um engenheiro electrotécnico e de computadores, com especialização em robótica, são os mentores deste projecto empresarial criado em 2002. A jovem equipa composta por Luísa Costa Gomes, Jaime Cipriano e Miguel Garção dá razão a quem defende que a complementaridade é um trunfo a explorar.

Segundo Luísa Costa Gomes, uma das sócias da empresa, «o desenvolvimento, criação e animação por computador tornam possível a disponibilidade de cenas ou elementos que seriam muito dispendiosas ou difíceis de filmar pelos meios tradicionais e a Klipze foi criada para intervir nesta área». Nem todos estão familiarizados com a tecnologia de animação 3D, mas já quase toda a gente a presenciou. Actualmente a maior parte dos filmes e «spots» publicitários inclui efeitos visuais e o único limite às possibilidades criativas está na mente dos seus criadores. «Tudo é possível neste mundo e todos os meses as indústrias do cinema e dos jogos mostram até que ponto os limites podem ser ultrapassados», explicam os empreendedores.

Foi para aproveitar este nicho de mercado que criaram a Klipze. Os três fundadores da empresa tinham já experiência em projectos de visualização para arquitectura, espectáculos interactivos com animação em tempo real, animação e efeitos visuais 3D para âmbitos institucionais (tais como «spots» publicitários) e decidiram canalizar essa experiência para a criação do seu próprio negócio. A criação da empresa surgiu como resposta a um desafio lançado pelo grupo NovaImagem, que integra a CEE (empresa líder nacional no mercado da pós-produção), para que criassem uma pequena empresa de pós-produção especializada em animação 3D que complementaria a oferta da CEE.

Esta parceria inicial permitiu minimizar o risco inerente à fase de arranque da empresa, mas ainda assim os empresários confessam ter sentido algumas dificuldades, nomeadamente no que diz respeito a atrasos nos pagamentos por parte dos clientes. O investimento inicial de 25 mil euros, proveniente de capitais próprios e aplicado em equipamentos, já foi totalmente recuperado mas «a estratégia de gestão da empresa passa por reinvestir parte dos lucros em equipamentos e na formação para acompanhar sempre a inovação tecnológica», explica Miguel Garção.

Entre os principais clientes da empresa figuram as produtoras e agências de publicidade. A Klipze emprega actualmente quatro pessoas e conta com vários colaboradores em regime de «free-lancer». O seu trabalho já foi alvo de reconhecimento em Portugal e no estrangeiro onde angariou alguns prémios em concursos de publicidade. Por esta razão, a internacionalização não está fora de causa nas metas da empresa. A Klipze está já a dar os primeiros passos no mercado angolano e espera pisar outros territórios a médio prazo.

Para já, a equipa anunciou que a expansão não passa pela diversificação da actividade para outras áreas, isto para «evitar a dispersão e porque ainda há muito a fazer nesta área». As prioridades da empresa passam por melhorar a qualidade, a rapidez e o preço do trabalho de pós-produção.

BI Empresarial

Nome: KLIPZE
Ano de criação: 2002
Sede: Lisboa
Responsáveis: Luísa Costa Gomes, Jaime Cipriano e Miguel Garção
Formação: Cinema; Design de Comunicação e Engenharia Electrotécnica e de Computadores
Área de actuação: Pós-produção especializada na área da animação 3D e efeitos visuais digitais
Investimento inicial: 25 mil euros
Postos de trabalho criados: Quatro, a título permanente
Objectivos: Internacionalização que já se iniciou no mercado angolano
Conselhos: «Apostar na qualidade, gostar do que se faz, ter paciência e persistência e criar uma boa rede de contactos»
Sítio: www.klipze.com





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