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Minho avalia inovação empresarial

Um estudo BIC Minho – Oficina da Inovação revela que as empresas daquela região têm ainda um longo caminho a percorrer rumo à inovação.
07.12.2007


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Cátia Mateus

Apenas 19% das empresas sediadas no Minho podem ser consideradas inovadoras. A conclusão é avançada pelo BIC Minho - Oficina da Inovação e tem por base um estudo sobre a situação da inovação na região norte de Portugal, realizado pelo organismo. As conclusões deste trabalho revelam que, apesar da sua forte ligação à universidade, a região tem ainda um longo caminho a percorrer para não perder o comboio da inovação nacional.

É ainda residual a percentagem de empresas minhotas que está apta a ostentar o 'selo' da inovação. Só 19% podem ser consideradas inovadoras, mas apesar disso 91% assumem que os processos de inovação constituem motores importantes para a partilha de conhecimentos. O relatório do BIC Minho, entretanto apresentado em Vigo, explica ainda que a maioria das empresas que inovaram obteve resultados bastante positivos. "Em 91% dos casos conquistaram novos mercados e 89% conseguiram melhorar os seus processos", explica o documento. As empresas inquiridas revelaram ainda que "na opção pela inovação, o factor mais relevante foi o grau de exigência dos clientes, seguido pela necessidade de diversificação, concorrência e aproveitamento de recursos".
Em matéria de parcerias, o BIC Minho apurou que as universidades são, para 48% dos inquiridos, o parceiro preferencial das empresas que apostam e procuram inovação, isto porque representam, por um lado, uma fonte de recursos humanos e por outro um aliado científico. Logo a seguir surgem os laboratórios, com 40% e também os clientes com 36% das respostas.

Para Victor Sá Carneiro, director-geral do BIC Minho, "este estudo revela que, embora a grande maioria das empresas minhotas não assuma o caminho da inovação, os resultados registados entre as que o seguiram justificam plenamente essa opção". O responsável acrescenta ainda que "mais do que convencer os empresários a apostarem na inovação, é necessário continuar a reforçar o apoio institucional e tornar a inovação mais acessível, por exemplo, através de parcerias, como fizeram quase todas as empresas que apostaram na inovação".

Entre as principais dificuldades de inovar em Portugal, o estudo realça o elevado custo da inovação e a falta de recursos económicos para investir nesta componente. Dificuldades que foram sentidas de igual modo pelas empresas inovadoras e pelas restantes. A esta lista acrescem ainda entraves como a falta de apoio institucional, a carência de pessoal qualificado, a resistência à mudança surge em último lugar contrariando o rótulo de impeditivo ao desenvolvimento que sempre a acompanha.
O estudo agora apresentado foi realizado no âmbito do projecto SIEFI (Sistema de Informação da Euro-região para o Fomento da Inovação Empresarial), com incidência no Minho e na Galiza, ao abrigo do programa comunitário Interreg III - A.

Colaboradores mais fiéis

Vários estudos a nível mundial apontam a infidelidade dos colaboradores como um dos pontos críticos para o sucesso das empresas. A Transitar, especialista em «outplacement», avança com algumas sugestões para criar e manter a fidelidade e motivação dos colaboradores nas organizações.

Para Yves Turquin, director-geral da Transitar, Lee Hecht Harrison Global Partner, o objectivo de qualquer empresa é recrutar e manter os melhores colaboradores. No entanto como é que isso se consegue? A resposta é simples.

“A chave para o sucesso é fazer os seus colaboradores sentirem que fazem parte do projecto empresarial e da sua missão, mantendo-os comprometidos”, refere Yves Turquin.

A força de trabalho precisa de estar comprometida com a missão da organização para poder desenvolver a sua criatividade produtiva e manter níveis de comprometimento elevados à entidade empregadora. O responsável da Transitar deixa algumas sugestões para a criação de um ambiente produtivo e de comprometimento junto dos colaboradores.

O primeiro é que seja positivo. O gestor deve procurar criar um ambiente em que as pessoas sintam prazer em trabalhar, o que poderá contribuir para que elas dêem o seu melhor.

O segundo conselho deste especialista é que ouça os seus funcionários. Partindo do pressuposto de que o factor principal de motivação não é o dinheiro — muitos trabalhadores preferem antes ter mais benefícios não monetários —, é preciso ouvir o que os colaboradores querem. É que quanto mais conhecer as necessidades das pessoas com quem trabalha, mais estas se esforçarão.

Por último, Yves Turquin aconselha a manter as linhas de comunicação abertas com os colaboradores, o que é vital para manter o comprometimento. Fazer reuniões regulares, trocar ideias e ouvir as preocupações, ou seja, garantir aos funcionários um papel mais activo na empresa, é fundamental para que estes se sintam membros valiosos da estrutura para a qual trabalham.





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