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Minho avalia formação

03.11.2006


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Maribela Freitas
Os alunos que passaram pelo curso de engenharia mecânica da Universidade do Minho (UM) nos últimos onze anos, avaliam (na sua maioria) positivamente a sua formação, estando satisfeitos com as saídas profissionais do curso, o seu nível de exigência e a duração do estágio realizado.

Estes resultados foram obtidos através de um estudo realizado recentemente pelo departamento de engenharia mecânica, em colaboração com o departamento de desenvolvimento curricular e tecnologia da UM, sobre a visão dos licenciados/formados nesta área em relação à sua formação inicial, transição para o mundo do trabalho e perspectivas de desenvolvimento profissional.

O estudo englobou perguntas abertas e fechadas e foi organizado para dar resposta a três questões centrais: como os licenciados em engenharia mecânica pela UM nos últimos onze anos avaliam a sua formação inicial (abordando vários parâmetros); de que modo se processou a sua transição para o mundo profissional e que formação gostariam de frequentar no futuro. Uma primeira análise dos resultados permite concluir que os ex-alunos estão também satisfeitos quanto à sua adaptação à UM, o relacionamento entre os colegas e integração no curso.

Mais de 90% dos inquiridos conseguiu emprego após o estágio, mais de 70% trabalham na área que pretendiam e cerca de 80% estão a desenvolver trabalho directamente relacionado com a área da sua licenciatura. Os ex-alunos, apontam ainda, embora com percentagem menos elevada do que nos pontos anteriores, a insatisfação em relação ao acesso, durante o curso, a actividades laborais (42,2%) e no apoio da UM na procura do primeiro emprego (38,4%).

A maioria das respostas obtidas demonstra que para os ex-alunos e em 79,5% dos casos, a licenciatura em engenharia mecânica correspondeu às suas expectativas, destacando a boa preparação para o mundo do trabalho, a sua abrangência, a componente prática e organização curricular e o bom profissionalismo docente.

Quanto a sugestões de aspectos a melhorar, apontam como prioritários: a actualização permanente em termos científicos das matérias relativamente à actividade industrial; a necessidade de uma maior vertente prática desde os primeiros anos do curso; a existência de estágios de curta duração em empresas durante a licenciatura e uma maior articulação entre a universidade e o mundo do trabalho. No futuro e quanto a formação pós-licenciatura, querem frequentar preferencialmente cursos de pós-graduação na área de gestão.





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