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Microsoft forma desempregados

22.02.2003


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João Barreiros


LONGE vão os tempos em que a carência de técnicos qualificados em tecnologias de informação se media em milhares de postos de trabalho por ocupar. Há apenas dois ou três anos, o número estimado de profissionais em falta rondava os cerca de vinte mil.

Mas com o desacelerar do crescimento económico, as empresas decidiram reduzir os custos de investimento neste sector, com sérias consequências a nível do emprego.

Consciente de que há muitos profissionais qualificados em TI no desemprego, a Microsoft Portugal decidiu dedicar-lhes alguns cursos de actualização que, este ano, vão abranger cerca de 90 pessoas. "Não se trata de pessoas saídas das universidades e à procura do primeiro emprego, mas sim de profissionais qualificados que por circunstâncias ligadas ao crescimento do mercado perderam o seu posto de trabalho", explicou ao EXPRESSO o director-geral da Microsoft Portugal, João Paulo Girbal.

Apesar de estar apostada no desenvolvimento de soluções que permitam reduzir custos aos seus clientes, a empresa acredita que nos próximos tempos se assistirá de novo a um aumento da procura de técnicos qualificados nesta área. Sobretudo a partir do momento em que a economia internacional perder os receios que tem manifestado ultimamente, e se dissiparem as dúvidas sobre a capacidade de as empresas retomarem os seus projectos de expansão.

O período de formação previsto para cada um dos referidos cursos é de aproximadamente quatro meses, durante os quais é dada especial ênfase às plataformas e aos produtos desenvolvidos pela empresa.

Findo esse período, e em caso de aproveitamento, é passado ao formando um certificado cuja validade se estende para outros países: "o objectivo é reintroduzir estas pessoas, agora ainda mais qualificadas, no mercado, de forma a reduzir o défice de profissionais com competências no âmbito das tecnologias da informação", adianta ainda o responsável pela Microsoft Portugal.

Disponível noutros países europeus, esta oferta de qualificação destina-se a preparar os participantes para obterem dois tipos de certificações: a MCSA-Microsoft Certified Systems Administrator garante a competência para administrar redes e sistemas de informação baseados no Microsoft Windows 2000, enquanto a MCAD-Microsoft Certified Application Developer certifica a competência para o desenvolvimento de aplicações com o Microsoft Visual Studio.net e o XML Web Services.

Defensor acérrimo da melhoria da qualificação escolar e profissional dos trabalhadores portugueses, João Paulo Girbal gostaria de ver este programa alargado a outras empresas: "o nosso objectivo é formar cerca de trezentas pessoas por ano, em colaboração com outras empresas nossas parceiras", refere.

O trabalho em parceria poderia facilitar a reintegração destes trabalhadores e seria útil para solidificar este projecto, designado por Microsoft European Scholar Program.







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