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Meta alcançada, prenda garantida

Os incentivos não financeiros proporcionam uma recordação mais duradoura aos trabalhadores
06.08.2009


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Marisa Antunes
Atingiu o objectivo de vendas anuais que o seu chefe estipulou? Então ganhou merecidamente uma viagem para o seu destino preferido. Conseguiu aquele cliente tão desejado pela empresa? Pode então escolher entre um computador portátil, um serviço Vista Alegre ou um fim-de-semana idílico com a sua cara metade. As opções são às centenas, variadas e apetecíveis, criadas à medida para motivar. Utilizado há muito nos Estados Unidos e em muitos países europeus, o sistema de incentivos não financeiros é ainda pouco utilizado em Portugal mas já vai ganhando terreno em algumas empresas nacionais e multinacionais, mais familiarizadas com este pacote de recompensas.

Em Portugal, o grupo Egor, especialista em Recursos Humanos, tem sido um dos precursores nesta prática, tendo criado especificamente para o efeito a Egor-Thinksmart, uma sociedade com a empresa espanhola Thinksmart para prestar serviços de outsourcing de incentivos.

“No actual contexto, as empresas estão sujeitas a regras de competitividade mais exigentes, que as levam a procurar várias formas de vencer os desafios. Os incentivos acabam por ser uma ferramenta motivacional que dão mais eficácia ao desempenho das pessoas”, explica Amândio da Fonseca, administrador do grupo Egor.

Os incentivos não financeiros funcionam, tal como os financeiros, a partir de objectivos, comerciais ou outros, definidos pelas organizações empresariais, que uma vez atingidos, conferem uma recompensa ao colaborador. “A diferença é que os incentivos non-cash permitem uma taxa de remembering total enquanto que os monetários acabam por ser utilizados para pagar as contas da casa, os pneus ou o seguro do carro, por exemplo. O efeito motivacional é muito mais forte quando o trabalhador recebe uma viagem, um relógio ou um equipamento informático”, realça Amândio da Fonseca.

Na Egor-Thinksmart elaboram-se programas consoante o plano de objectivos apresentado pelas empresas clientes. Os trabalhadores passam então a ter acesso, através de uma password, a um software informático, que acompanha a par e passo a actuação dos colaboradores e vai reportando os seus pontos à medida que as metas são alcançadas. A acumulação de um determinado número de pontos dá acesso a centenas de agradáveis opções, umas mais caras do que outras, como viagens à medida (para o colaborador e família), escapadinhas nas capitais europeias, relógios, Ipod, plasmas, passadeiras de ginástica, serviços de louça, viagens de balão ou saltos de pára-quedas, para dar apenas alguns exemplos.

Em Portugal, as empresas que já recorrem a este serviço concentram os incentivos nos departamentos comerciais, mas em países como Espanha, logo aqui ao lado, o sistema existe em diferentes sectores como o automóvel, da segurança ou indústria aeronáutica.

Proporcionar luxos — provavelmente não acessíveis de outra forma — e recordações mais duradouras, sem culpa e ainda para mais, incorporando a família, acaba por ser a cereja no bolo dos sistemas non-cash.





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