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5 milhões sem emprego na UE

A taxa de desemprego da União Europeia tem vindo a crescer desde o primeiro trimestre do ano passado, sobretudo entre os mais jovens
06.08.2009


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Cátia Mateus

O primeiro trimestre de 2009 não se saldou positivo para os jovens que procuram emprego na Europa dos 27. Segundo dados avançados pelo Eurostat até Março a taxa de desemprego na União Europeia, totalizava 18,3% para os jovens dos 15 aos 24 anos, sendo a taxa do desemprego total bastante inferior, ficando-se pelos 8,2%. O Eurostat estima que existam na zona euro 3,1 milhões de jovens desempregados, enquanto que na Europa dos 27 esse valor sobe já para os cinco milhões.

A agravar estes números está o facto de a taxa de desemprego aumentar a grande velocidade. A mesma fonte deixa claro que entre o primeiro trimestre de 2008 e igual período deste ano, a taxa de desemprego juvenil da UE-27 cresceu 3,7% e a total ficou-se por um crescimento de 1,5%. O agravamento do desemprego foi transversal a todos os Estados-membros com particular enfoque na Lituânia, Estónia e Letónia. A Bulgária é a única excepção a este aumento e a Alemanha e a Polónia destacam-se do panorama geral pela sua capacidade de gerar oportunidades laborais para os jovens neste cenário de crise.

Por cá, há cerca de 38 mil licenciados que não conseguem colocação no mercado de trabalho, apesar de estarem inscritos nos centros de emprego, conforme adiantam os dados de Junho do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Ciências empresariais, ciências sociais e do comportamento, docência e ciências da educação são as áreas que mais contribuem para o incremento das listas de desemprego entre os licenciados, totalizando no seu conjunto 41% dos inscritos com formação ao nível de licenciatura, bacharelato, mestrado ou até mesmo grau de doutoramento.

Um cenário que se agravou quando comparado com o final do ano passado, altura em que os centros de emprego registavam menos 1395 licenciados inscritos, de acordo com uma análise do Ministério da Ciência e Ensino Superior.

Em termos de cursos, gestão, contabilidade, marketing, economia, psicologia, sociologia, educação da infância e ensino básico são os que mais inscrições registam nos centros de emprego. Um retrato que não é animador para os jovens licenciados em Portugal que esperam em média cerca de oito meses para conseguirem uma oportunidade no mercado de trabalho.





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