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Maternidade ainda penaliza mulheres

A bandeira pela igualdade no emprego e na carreira há muito foi hasteada, mas à luz das últimas conclusões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as mulheres ainda pagam, por exemplo, um custo salarial por serem mães. Um custo que chega a representar 16% do salário final.
04.01.2013 | Por Cátia Mateus


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Nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os homens ganham em média mais 16% do que as mulheres em empregos e cargos semelhantes. Uma diferença que pode chegar aos 21% nas posições com salários mais elevados. A organização divulgou um estudo que analisa o “preço económico” que as mulheres pagam, em termos laborais, por decidirem investir na maternidade. Embora os índices apontem ainda para desigualdades nesta matéria, os dados do relatório permitem concluir que as diferenças salariais são mais acentuadas quando as mulheres são mães, mas “tem vindo a decrescer nos últimos anos”. É nos países asiáticos a desigualdade mais se faz sentir. No Japão, por exemplo, um homem aufere um vencimento 28,7% superior ao da mulher e na Coreia do Sul as diferenças podem chegar aos 38,8%. Mas a Alemanha também não é um bom exemplo. No país da chanceler Merkel um homem leva para casa mais 21,6% de salário de uma mulher em igual patamar profissional. Na Finlândia a disparidade é de 19,7% e no canadá, 18,1%. Na lista dos países que minimizam esta desigualdade salarial estão a Hungria, onde a diferença não ultrapassa os 6,4%, e a Nova Zelândia (6,8%). Segundo o relatório, a maternidade agrava as diferenças. “No conjunto dos países da OCDE, a diferença salarial, no grupo dos 25 aos 44 anos, a diferença salarial passa de 7%, quando não existem filhos, para 22% quando as mulheres são mães”, conclui a OCDE. O relatório evidencia ainda preocupação face à possibilidade de agravamento crescente da situação das mulheres no mercado de trabalho, nos países a braços com políticas de austeridade, como é o caso nacional. “Em alguns países, as políticas de austeridade adotadas e o enfoque dos esforços no regresso ao mercado de trabalho de pessoas que estão sem emprego por causa da crise, podem tornar a questão da igualdade entre homens e mulheres menos prioritária”, enfatiza o relatório. A OCDE sublinha que o trabalho das mulheres é um fator de desenvolvimento económico e perspetiva que uma convergência das taxas de emprego de homens e mulheres pudesse gerar um crescimento de 12% no Produto Interno Bruto. O alerta não vem só da OCDE. Uma análise recente da Organização Internacional do Trabalho - “Tendências Globais do Emprego para as Mulheres” - dá igualmente conta de desigualdades. Segundo o estudo, “a nível global, as mulheres enfrentam taxas de desemprego mais elevadas do que os homens sem que se perspetivem melhorias nos próximos anos”. O relatório analisa disparidades para quatro indicadores económicos do mercado de trabalho (desemprego, emprego, população ativa e emprego vulnerável) e um indicador demográfico e da mudança atitudinal (a segregação sectorial e profissional). “Antes da crise de 2008, as diferenças nas taxas de desemprego e de emprego foram no sentido da convergência. A crise inverteu essa tendência”, explica o estudo. De 2002 a 2007, a taxa de desemprego feminino situou-se nos 5,8% contra 5,3%, entre os homens. A crise aumentou essa diferença para 0,7 pontos percentuais e foram destruídos 13 milhões de empregos ocupados por mulheres. Em 2012, a proporção de mulheres no emprego vulnerável era de 50% e o indicador de segregação dá conta que as mulheres estão mais limitadas nas opções de emprego em todos os sectores.


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