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Licenciados precisam-se!

09.06.2005


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Paula R. Santos

NA UNIVERSIDADE da Beira Interior (UBI), o número de ofertas de emprego, estágios profissionais e bolsas de estudo é quatro vezes superior à procura por parte dos recém-licenciados. Só em 2004, o Gabinete de Saídas Profissionais da UBI recebeu 1895 propostas de empregadores e outras entidades para um universo de cerca de 500 alunos finalistas. Em 2005, só nos primeiros cinco meses do ano, a oferta de estágios atingiu os 1533, uma média de 306 propostas em cada mês.


«As ofertas chegam de todo o país e até do estrangeiro, pois os alunos têm a possibilidade de se candidatar a bolsas de estudo para fora do país. Mas existe uma maior centralização de propostas na região Norte, e mais especificamente, entre Aveiro e Braga»
, adianta Rogério Palmeiro, responsável pelo gabinete de apoio aos universitários.

«A oferta é muito diversificada e abrange os vários cursos existentes na UBI, da Gestão à Economia, da Química à Bioquímica, passando pelas Engenharias mecânica e electrotécnica, entre outros», acrescenta. O leque de empresas é muito variado — porém, há uma predominância de ofertas vindas da banca, empresas de consultoria e de contabilidade.

A maioria das propostas de emprego e estágios surge entre Março e Abril, um período complicado para os estudantes, a braços com a preparação das frequências e exames. «Infelizmente, o ‘timing' das empresas nem sempre coincide com o ‘timing' dos alunos, o que acaba por condicionar as escolhas dos empregadores e dos finalistas», sublinha o responsável.

Nuno Costa, presidente da Associação Académica da UBI, confirma que «nem sempre os alunos aproveitam as ofertas devido aos exames». «Há um certo desleixo, mas a oferta é boa e muito vantajosa, por isso há uma procura crescente deste serviço por parte dos alunos», acrescenta o estudante.

Em 2002, o número de inscrições era 396, no ano seguinte passou para 417, depois para 471 e até agora já se acumularam 481 inscrições. Ofertas sempre a crescer O Gabinete de Saídas Profissionais foi criado em 1996 e, desde então, a oferta de estágios e bolsas não tem parado de crescer. «Para se ter uma ideia, em 2001 recebemos 429 propostas, no ano seguinte 623, em 2003 chegaram a 1186 e no ano passado quase se atingiram as 1900 ofertas», exemplifica Rogério Palmeiro.

«O principal objectivo do Gabinete é estabelecer a ponte entre os universitários e as empresas e levar os estudantes a fazer uma aproximação à vida activa de forma gradual»
, adianta. «Por isso, há um esforço que deve ser feito pelos alunos e que passa por se preocuparem cada vez mais cedo em garantir o seu futuro curricular», enfatiza o responsável.

Neste âmbito, o Gabinete disponibiliza os «estágios de aproximação à vida activa», para os estudantes que queiram, logo a partir do segundo ano da faculdade, ganhar prática nos meios empresariais. No Gabinete da UBI funciona ainda uma Unidade de Inserção na Vida Activa (UNIVA), financiada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). «Paralelamente às propostas que chegam ao nosso gabinete, os alunos podem recorrer a esta espécie de ‘guichet' do IEFP aqui na universidade e à sua bolsa de emprego e estágios», explica o responsável.

Com «superávit» de propostas face à procura dos seus alunos, o Gabinete tenta canalizar para as entidades empregadoras outros estudantes que não frequentam a UBI e licenciados que se encontram em situação de desemprego. «Damos prioridade aos nossos alunos, mas gostamos de ajudar os outros, por isso temos também uma base de dados à parte para pessoas exteriores à UBI, que podem recorrer não só às propostas do Gabinete mas também da UNIVA», remata Rogério Palmeiro.





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