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ISCTE investe nos pós-graduados

O Instituto liderado por Luis Reto reforça a sua aposta na formação além-licenciatura
20.10.2006


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Maribela Freitas Ao longo dos anos, o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) tem vindo a apostar no incremento da formação após a licenciatura e na internacionalização do seu saber. Só no ano passado, dos 7300 alunos inscritos, 5000 estavam numa licenciatura e 2300 em pós-graduações, mestrados e doutoramentos. Uma relação entre licenciatura e estudos posteriores que Luís Reto afirma ser “a maior”, do país.


Presentemente, o ISCTE está a repetir toda a formação que realizou em anos anteriores — cerca de 40 opções divididas entre pós-graduações, mestrados e doutoramentos — e é uma das escolas envolvidas no projecto do MIT para a área de gestão. Nesse âmbito, vão começar brevemente os seminários de programa doutoral com os docentes desta instituição de ensino americana, que serão realizados nas escolas envolvidas na parte de gestão.

O Doctor Business Administration (DBA) e o Executive MBA são os dois produtos de estudos pós-graduados que Luís Reto destaca da instituição de ensino a que preside, o ISCTE. “Em termos de formação pós-graduada temos um produto ‘premium' nosso, que é o EMBA. Custa cerca de 12 mil euros, tem como exigência o mínimo de cinco anos de experiência de direcção e em média registamos 90 a 100 candidaturas para 40 vagas abertas”, explica Luís Reto.

No que respeita a formação e além do Executive MBA, Luís Reto destaca ainda o DBA, “que teve uma boa recepção. No fundo, consiste em dar às pessoas com uma vasta experiência — aqui são precisos dez anos de direcção — um espaço de reflexão e investigação sobre as suas práticas. Penso que somos a única escola do país que tem este programa”.

Em Portugal, o ISCTE é das escolas que mais oferece estudos pós-graduados na área de gestão. Contudo, esta aposta não é apenas interna, começa a ser cada vez mais externa. “Temos uma característica, somos a universidade portuguesa que oferece mais produtos em gestão fora do país”, refere Luís Reto. Há dez anos que está presente em Macau e Maputo com um mestrado de gestão e existe agora a possibilidade de avançar para uma universidade na área de Catão, na China. Tem duas turmas em Cabo Verde e iniciou um mestrado de gestão no Brasil, com a Fundação Getúlio Vargas.

O ISCTE tem ainda parcerias com duas universidades da Florida, de troca de alunos e docentes. “O EMBA já foi a Madrid e a Barcelona e já mandámos 80 alunos da pós-graduação em gestão de empresas à Florida. E organizei iguais visitas para americanos aqui”, conta Luís Reto. Estas são visitas intensivas que contemplam seminários, encontros e deslocações a empresas e que, na opinião do presidente do ISCTE, são excelentes para que os alunos partam com uma ideia aproximada da economia que visitaram.

Para breve está também a criação nesta escola de um observatório que verifique o seguimento dos alunos na vida activa. Contudo, e da sua observação do dia-a-dia, Luís Reto conta que o impacto da formação pós-graduada do ISCTE é importante para a vida laboral de quem nela aposta. “Não tenho dados concretos, uma vez que estamos agora a montar o nosso laboratório de acompanhamento da vida activa. Mas, através dos jornais, vejo com frequência que pessoas que investiram numa pós-graduação aqui, acabam por reformular as suas carreiras”, sublinha o responsável do ISCTE.

Com uma formação após licenciatura em áreas que vão para além da gestão, o ISCTE não tem um perfil de aluno definido. Luís Reto salienta que “muitas pessoas apostam nestes estudos numa óptica de reconversão. A outra tendência é de especialização, como o caso dos engenheiros em gestão, que procuram saber mais de uma área onde estão inseridos, apesar de não ser a sua formação-base”. Com o advento de Bolonha, o responsável do ISCTE considera que vai manter-se ou mesmo aumentar a procura de formação pós-graduada, e que este processo, no futuro, vai trazer mais pessoas à escola.





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