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Homens mais satisfeitos

No mundo do trabalho, os homens ganham na realização
18.08.2006


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Cátia Mateus

NO MUNDO do trabalho português os homens vivem mais satisfeitos do que as mulheres. De acordo com um estudo do Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH) — sustentado por dados recolhidos entre 2003 e 2005 junto de 12.395 colaboradores de empresas —, os homens e os chefes retiram maior satisfação do trabalho. O estudo do ONRH permite ainda traçar o perfil do trabalhador satisfeito.

As 60 perguntas que englobam o inquérito focam questões como a remuneração, reconhecimento, recompensa ou formação e os resultados tornam-se curiosos. O perfil do trabalhador satisfeito é traçado da seguinte forma: homem, com baixas habilitações literárias, pouco tempo de casa a ocupar um cargo de chefia. Segundo os dados dados do relatório, as mulheres têm de trabalhar mais para alcançar os mesmos cargos que os homens e a antiguidade na empresa diminui, tendencialmente, o grau de satisfação dos trabalhadores.

O ONRH revela que os colaboradores que estão há menos de um ano na empresa alcançam uma satisfação de 59,5 enquanto que os trabalhadores com mais de 20 anos na organização não vão além dos 49,3. Homens e mulheres estão de acordo num ponto deste inquérito: ambos dizem estar a ser mal pagos.

Os índices de satisfação dos colaboradores são medidos neste inquérito por uma escala de 0 a 100. E, na verdade, na totalidade das questões, as que apresentam as respostas médias mais baixas dizem respeito ao reconhecimento e recompensa (43). Por oposição, os valores mais elevados ocorrem nos índices envolvimento (72,4) e qualidade (63).

Além destas conclusões, a radiografia da satisfação laboral portuguesa espelha ainda outras curiosidades. Os trabalhadores mais insatisfeitos são os licenciados (50,2) e os que alcançam maior satisfação não excedem o 2º ciclo do ensino básico. Por sua vez, os jovens entre os 18 e os 25 anos são os que mantêm maior expectativa face ao futuro (56,4). Um índice que diminui progressivamente à medida que a idade aumenta. Acima dos 45 anos, o nível de satisfação não excede os 52,2.

A liderança em Portugal é maioritariamente masculina (55,4) e as chefias são o cargo onde o índice de satisfação é maior, totalizando 59,5. O ONRH resulta de uma parceria entre a Associação Portuguesa da Qualidade e a Associação dos Gestores e Técnicos de Recursos Humanos, com a Qual e a Qmetrics.





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