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Formação pouco profissional

14.03.2003


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Ruben Eiras

ENTRE Janeiro de 1997 e Junho de 2001, no total de desempregados que tiveram acesso a formação profissional no srrviço público de emprego (SPE), menos de 10% foram desempregados de longa duração. Além disso, mais de 15% das saídas dos cursos de formação dizem respeito a pessoas que, no espaço de quatro anos, realizaram entre dois a cinco cursos de formação indicados pelo SPE.

"Isto denota uma baixa sintonização com as necessidades sentidas no lado do mercado de trabalho. Há que corrigir as orientações adoptadas em matéria de formação profissional", comenta Maria Cândida Soares, coordenadora do Plano Nacional de Emprego, na sua análise sobre o conjunto de cinco estudos que avalia o impacto da estratégia europeia de emprego no mercado de trabalho português, editado nesta semana pelo Departamento de Estudos, Prospectiva e Planeamento (Depp) do Ministério do Trabalho e Solidariedade.

Os resultados desta pesquisa também constatam a baixa eficácia do serviço público de emprego no combate ao desemprego e das políticas activas de emprego, que vêm sendo criticadas por Luís Pais Antunes, secretário de Estado do Trabalho.

Com efeito, apenas 36,1% do total de saídas registadas nos SPE se reportaram a transições para um emprego. Neste conjunto, cerca de 57% conseguiu trabalho por meios próprios e 39% obteve-o através de colocação directa dos Instituto de Emprego e Formação Profissional. Isto apesar de entre Janeiro de 1997 e Junho de 2001 perto de 26% da população activa Portuguesa ter passado pelos SPE.

O Mercado Social de Emprego também revelou uma baixa eficácia em termos da criação de postos de trabalho sustentáveis. Em 2000 (dados mais recentes), somente 20% das pessoas que terminaram a participação nos programas desta iniciativa integraram o mercado de trabalho.

A avaliação elaborada pelo Depp também salienta a existência de uma elevada rotatividade nos postos de trabalho das organizações da economia social e um défice de qualificações e de motivação dos trabalhadores para o exercício de actividades delicadas.

 


 





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