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Formação para progredir na carreira

16.04.2004


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Ruben Eiras

CERCA de 78% dos portugueses que investem na formação fazem-no para evoluírem na carreira. Este é um dos resultados em destaque no Inquérito à Aprendizagem ao Longo da Vida, elaborado pelo INE, em 2003, no âmbito de um projecto do Eurostat.


Segundo os dados obtidos naquele estudo, é no grupo etário dos 35 a 54 anos que a formação por razões profissionais assume a maior importância, com mais de 80% dos inquiridos.

O mesmo inquérito revela que 18,7% dos portugueses com 15 ou mais anos de idade participaram actividades de aprendizagem formal e "não-formal". Esta última categoria compreende a frequência de cursos e acções de formação, a participação em seminários, conferências e explicações, por exemplo.

Para Pedro Malheiro, gerente da Fastrain e director da TGV, duas empresas de formação, embora o valor em relação ao total (18,7%) dos portugueses a investirem em formação continuar a ser baixo, a preocupação de progressão na carreira é um sinal positivo.

"Significa que há necessidade de ganhar qualificação e ver essa nova situação espelhada no estatuto, na remuneração e respectivos benefícios", refere.

No plano da aprendizagem formal, ou seja, aquela que é ministrada em escolas, colégios, universidades e outros estabelecimentos de educativos, a percentagem ficou-se pelos 12,4%.

Os jovens dos 15 aos 24 anos são a faixa etária que mais participou neste tipo de educação, representando 80% dos estudantes. A participação das gerações mais velhas - a população acima dos 34 anos - situou-se nos 6%.

Quanto à modalidade não-formal, o estudo revela que esta foi frequentada por 9% da população. No plano das áreas de aprendizagem, as gerações mais jovens apostaram em 2003 nas ciências, matemática e informática.

Jovens aprendem fora do sistema de ensino

Os grupos dos jovens e de detentores de qualificações superiores são os que mais participaram em actividades de aprendizagem fora do sistema de ensino. Mais uma vez, a carreira está no topo das prioridades: a maioria dos inquiridos refere que investiu na formação por razões profissionais, estimando-se que metade das actividades não superam a duração das 40 horas.

Cerca de 44,1% das actividades formativas foram realizadas integralmente durante as horas de trabalho remunerado. Destas, metade tiveram duração inferior a 22 horas.

"Isto quer dizer que há empresas com uma estrutura que permite disponibilizar activos para formação em horário laboral e que não recorrem a co-financiamento, uma vez que a duração média das acções é de 22 horas, quando a duração média para co-financiamento é de 30 horas", observa Joaquim Lavadinho, director da Humanquare, uma empresa de consultoria em gestão de recursos humanos.

Por sua vez, a aprendizagem informal - aquela que decorre das actividades da vida quotidiana como o trabalho, a família ou o lazer - é bastante popular entre os portugueses. Com efeito, segundo o inquérito do INE, mais de metade dos inquiridos (51,3%) recorreram a este meio de aprendizagem.

Os dados revelam que mais de 35% da população com 15 ou mais anos solicita a ajuda e esclarecimentos a familiares, amigos ou colegas com o objectivo de melhorar conhecimentos. E cerca de 1/3 da população utiliza livros técnicos, jornais ou revistas especializadas para aumentar as suas competências.

"Estou surpreendido com este indicador, que é óptimo - significa que a autoformação está a entrar nos hábitos dos portugueses", remata Pedro Malheiro.





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