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Férias mais repartidas

Cada vez mais os portugueses optam por dividir as suas férias
07.09.2007


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Fernanda Pedro
Longe vão os anos em que os portugueses tiravam todo o mês de Agosto para usufruírem das merecidas férias. Actualmente, as famílias optam por repartirem ao longo do ano o período de descanso a que têm direito. Os motivos são diversos mas o certo é que de ano para ano essa tendência aumenta.

De acordo com dados fornecidos pela empresa EasyJet, uma companhia aérea de baixo custo («low cost»), os portugueses reduziram a duração das suas férias para uma média de 10 dias e aumentaram os períodos de pausa durante o ano, alargando os fins-de-semana. A empresa revela ainda que nos últimos cinco anos tem-se registado um crescimento de 20 por cento nas pequenas escapadelas de fins-de-semana e pontes, aproveitando por exemplo os feriados de Junho, Outubro e Dezembro.

De acordo com os técnicos da EasyJet, estas paragens de trabalho durante o ano, “reduzem o stresse do regresso de férias”. A companhia aérea, que é a segunda em Portugal em número de passageiros transportados, registou nos últimos anos uma alteração nos hábitos das férias de Verão das famílias portuguesas que as levam a evitar um período férias de longa duração e a reservar uns dias para as escapadelas ao longo do ano.

Também o estudo consumidor da Marktest de Junho deste ano mostra que os portugueses estão a repartir mais o seu período de descanso, usufruindo mais do que de um período por ano. Nos últimos cinco anos, o indicador do consumidor revelou uma relativa estabilidade nas férias dos portugueses mas é ao nível do número de períodos que se registam diferenças de padrão.

Em 2002 a maior parte dos inquiridos (38,9%) afirmava ter usufruído de apenas um período de férias, já em 2006 foram 39,9% os que disseram ter tirado mais do que uma época de férias, contra 33,3% daqueles que tiraram apenas um tempo de descanso. São os jovens dos 15 aos 17 anos estudantes os que mais referem ter usufruído de férias (96,4% e 93,4%, respectivamente).

Também os quadros médios e superiores e os indivíduos das classes sociais alta e média alta mostram uma taxa significativa, apresentando percentagens de 95,4% e 92,0%. O estudo da EasyJet refere mesmo que, segundo as recomendações da Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC), para prevenir os sintomas próprios da síndrome pós-férias é aconselhável fazer pequenas pausas no trabalho e saídas durante o ano.





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