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Estudar o VIH no Porto

26.12.2003


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Maribela Freitas

EM MARÇO vai ter início, na Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa (UCP), o primeiro curso de mestrado em Infecção VIH/sida, no Porto. Com cerca de vinte vagas abertas, esta formação aposta numa visão abrangente da doença: para lá do perfil médico, integra os aspectos psicossociais, ético-legais e económicos a ela associados.

Na promoção deste mestrado, a ESB conta com a colaboração do Instituto de Bioética da UCP, em parceria com o Hospital de Joaquim Urbano. Henrique Lecour, professor catedrático jubilado da faculdade de Medicina da Universidade do Porto é o coordenador do mestrado, contando com larga experiência de trabalho nesta área.

As candidaturas vão estar abertas até Fevereiro, o mestrado terá a duração de dois anos, custará cerca de cinco mil euros e estima-se que tenha entre 20 e 25 vagas. Quanto aos objectivos a atingir, passam por aprofundar os conhecimentos em diversos aspectos relacionados com a etiologia, a epidemiologia, a terapêutica e manifestações oportunistas, e permitirá estruturar a reflexão sobre aspectos psicossociais, ético-legais e económicos da infecção por VIH.

Para Célia Manaia, professora auxiliar da ESB e membro da comissão organizadora do mestrado, "esse é o elemento diferenciador e inovador deste curso". Até agora, "o mestrado tem estado a suscitar muita curiosidade. É uma área onde existe muita falta de formação em Portugal e, com a realização deste curso, a ESB quis alargar os seus interesses formativos", explica Célia Manaia.

Sendo que este curso quer ser abrangente, tem como destinatários aqueles que se interessem por esta matéria, que é transversal a toda a sociedade. Assim, médicos e outros profissionais com interesse na área, particularmente enfermeiros, psicólogos, sociólogos, farmacêuticos, nutricionistas, biólogos e microbiólogos são alguns dos destinatários.

A parte curricular do curso está estruturada em sete módulos que incluem aulas teóricas, sessões de estágio clínico e laboratorial e avaliação, num total de 335 horas. Etiopatogenia e epidemiologia; terapêutica da infecção e das manifestações oportunistas; aspectos psicossociais, ético-legais e económicos, bem como metodologia, são algumas das disciplinas a ministrar.

O corpo docente integra mais de 60 especialistas provenientes de instituições nacionais e estrangeiras.





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