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Ensino está mais empreendedor

Estudo nacional revela maior investimento no fomento à iniciativa
02.02.2007


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Cátia Mateus
O ensino do empreendedorismo em Portugal continua a evoluir positivamente ao nível do ensino superior, mas é necessário que o país invista também nas camadas mais jovens. A conclusão é avançada pelo docente e investigador para a área do empreendedorismo, Dana Redford e surge na sequência do segundo estudo nacional — ‘Educação em Empreendedorismo em Portugal' — que tem vindo a conduzir no país.

O segundo estudo nacional de empreendedorismo que resultou de uma investigação directa junto de 21 instituições de ensino superior nacionais, abrangendo 26 disciplinas de empreendedorismo (um acréscimo face às 22 disciplinas e 17 instituições apuradas no primeiro estudo), permitiu concluir que “em Portugal, 33% das universidades inquiridas têm centros de empreendedorismo”.

Contudo, segundo Dana Redford, “a maioria dos inquiridos (90%) continua a acreditar que as funções e actividades de um centro de empreendedorismo não estão claramente definidas no contexto português”, sendo necessária a transferência de conhecimento de locais que tenham já uma longa tradição no ensino desta temática em Portugal.

Uma das grandes curiosidades desta investigação é o interesse crescente por parte dos professores sobre a temática do empreendedorismo, que corresponde a uma variação positiva de 8%, face ao estudo anterior. Uma percentagem animadora, num país onde a maioria das disciplinas nesta área (63,2%) foi leccionada pela primeira vez em 2002 ou nos anos seguintes. Para Dana Redford, “num país em que falhar é raramente aceite como experiência de aprendizagem positiva, o ensino de áreas como ‘controlo e prevenção de falências' poderia contribuir para mudar esta ideia de que correr riscos e falhar são estigmas para o indivíduo”.

Mais do que isso, o investigador norte-americano que trouxe para Portugal a Redford Research Internacional, acredita que “se a cultura portuguesa deseja verdadeiramente evoluir no desenvolvimento do empreendedorismo, é necessário que este seja ensinado numa fase inicial”. Ainda assim, Dana Redford confessa que não integrou na sua pesquisa o ensino do empreendedorismo na primária ou no secundário porque “simplesmente não era uma área que existisse ou que se falasse há cerca de dois ou três anos”.

Uma ideia que vai ao encontro da vontade governamental de apostar na iniciativa como motor de dinamização económica. Em parceria, Dana Redford e a sua empresa Redford Research, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), a Fundação Calouste Gulbenkian, a Associação de Empresários para a Inclusão Social e a COTEC Portugal uniram esforços na concretização do projecto Fórum do Empreendedorismo. Um projecto que pretende ser uma estrutura informal de acompanhamento, monitorização e facilitação de iniciativas nacionais que se dediquem ao fomento do empreendedorismo em escolas preparatórias e secundárias, e também em instituições de ensino superior.





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