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Enoturismo procura especialistas

Enoturismo procura especialistas

O sector do Enoturismo está em plena expansão em Portugal. As provas de vinho e as visitas guiadas a instalações e vinhas são as atividades mais procuradas pelos turistas num sector que tem vindo a crescer nos últimos anos e onde as empresas já se debatem com a carência de profissionais qualificados para fazer face à dinâmica da atividade.

27.02.2015 | Por Cátia Mateus


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É estratégico e prioritário para o Turismo de Portugal e pode, segundo este organismo liderado por João Cotrim de Figueiredo, gerar a médio prazo 500 empregos direitos e mil indiretos, no país. O enoturismo português cativa cada vez mais turistas, nacionais e estrangeiros, e com eles também novos empreendedores que investem no sector. De acordo com o estudo “Enoturismo em Portugal”, realizado pelo Turismo de Portugal e divulgado no final do último ano, 78% das mais de 300 unidades nacionais inquiridas iniciaram atividade entre 2000 e 2013 e destes, 27% começaram a operar em 2010, tranformando o enoturismo e a cutura do vinho no que o Turismo de Portugal classifica como “uma peça muito importante do conjunto da oferta turística portuguesa”. A rota de expansão que tem traçado nos últimos anos está a gerar oportunidades de carreira significativas para os profissionais portugueses e poderá ajudar a fixas jovens profissionais nas zonas agrícolas e rurais do país.?

A nível mundial, o enoturismo gera cerca de 2,5 milhões de euros de receitas, e um estudo realizado em 2014 a uma centena de membros da Organização Mundial do Turismo concluiu que o vinho era o produto mais associado à atividade turística em Portugal. Uma relação de cumplicidade de que o país tem sabido tirar partido. “Há, nos anos recentes, um investimento expressivo em termos de criação de novas unidades e, consequentemente, em novos postos de trabalho”, confirma o Turismo de Portugal. A dimensão das unidades de turismo nacionais é variável. Enquanto a maioria (61%) congrega, em média, quatro trabalhadores merece já destaque uma percentagem siginificativa e em crescimento de unidades (19%) que integra dez trabalhadores. Os dados do inquérito conduzido pelo Turismo de Portugal revelam ainda que nestas unidades, a média é de 28 trabalhadores. ?

Para o Turismo de Portugal, estes números estão em evolução. “Há espaço para o surgimento de novos operadores especializados e novos negócios empreendedores que, no âmbito dos serviços de enoturismo e gastronomia, proporcionem experiências consistentes e inovadoras, permitindo aos turistas conhecer um Portugal muito genuíno que alia tradição e alta tecnologia”, realça a instituição. Na verdade, em novembro de 2014, por ocasição da apresentação dos resultados do inquérito, João Cotrim de Figueiredo, o presidente do Turismo de Portugal, elencava algumas apostas estratégicas essenciais ao desenvolvimento nacional do sector do enoturismo, entre as quais a melhoria das condições de visita às adegas, a promoção da oferta de experiências únicas e o cross-selling com outras propostas do território, o reforço da informação turística e o estímulo da inovação nos processos e nos serviços. Áreas com impacto direto também na criação de emprego do sector.

Ainda que o inquérito do Turismo de Portugal aponte para uma predominância de profissionais com formação superior afectos aos sector (51%) e que 52% das unidades inquiridas tenham considerado que a formação existente cobre as suas necessidades, uma análise realizada pelo Departamento de Turismo, Património e Cultura da Universidade Portucalense (UPT) confirma que o sector está a crescer mais rápido do que a capacidade de qualificar os profissionais necessários para exercer a atividade. Josefina Salvado, docente da UPT destaca que este fenómeno deriva, entre outros fatores, da falta de experiência e competências de turismos entre os pequenos viticultores, da grande exigência financeira que a procução do vinho comporta e que dificulta o desenvolvimento de uma segunda atividade em paralelo e da falta de formação especializada na área.

Segundo a especialista “o enoturismo é considerado uma atividade complementar à produção e comercialização dos vinhos. É por isso natural a necessidade de reforçar o conhecimento no sector com competências em idiomas, condução de provas de vinho, explicação do ciclo da vinha e do vinho, comunicação e marketing, enologia, técnicas de atendimento, construção de portfolios singulares que reflitam a identidade dos seus territórios ou cultura do vinho”. Uma necessidade que tem levado várias instituições de ensino e até o próprio Turismo de Portugal e promoverem novas ofertas formativas nesta área. A UPT, por exemplo, criou este ano dois novos Short Masters - Cultura do Vinho e Enoturismo e Escanção - Especialidade em Vinhos -, enquanto o Turismo de Portugal, através da rede de Escolas de Hotelaria e Turismo, também já disponibiliza formação para ativos, em módulos autónomos, pensados para dar uma resposta eficaz às necessidades das empresas num sector que pode fazer a diferença na captação de jovens para as regiões agrícolas e na promoção da sua empregabilidade. 



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