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Engenheiros mais empreendededores

17.10.2003


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Cátia Mateus

EMPREENDER é a solução encontrada pela Faculdade de Engenharia da Universidade Porto (FEUP) para combater as dificuldades de acesso ao mercado laboral por parte dos recém-licenciados.

Com um tempo médio de espera para colocação dos seus alunos no mercado de trabalho de 1,3 meses, a faculdade aposta no fomento à criação de empresas por parte dos estudantes e "alimenta" uma saudável interacção com cerca de 3200 potenciais empregadores. Como resultado, uma ponte para o mercado de trabalho mais fácil de percorrer.

Há muito que a FEUP entendeu que o aumento da taxa de empregabilidade entre os seus alunos depende também da capacidade de auto-emprego e da dinamização da iniciativa empresarial.

Na realidade, segundo Emília Silva, responsável do gabinete de integração profissional da instituição, "a política de apoio à criação de novas empresas originárias no meio académico é o resultado de uma forma mais abrangente de encarar a empregabilidade, que a FEUP sempre defendeu".

Uma estratégia que na sua opinião resulta das novas dinâmicas económicas que actualmente se vivem, mas também do crescente espírito empreendedor existente na faculdade.

Relação com empresas duplica procura

De acordo com a responsável, o tempo médio de espera pelo primeiro emprego por parte dos alunos da instituição é de 1,3 meses, o que os coloca entre o "ranking" europeu dos que menos demoram a ingressar no mercado laboral.

Um panorama para o qual terá contribuído a estreita ligação entre a FEUP e as cerca de 3200 empresas (potenciais empregadoras) com que interage.

O resultado não podia ser outro. No ano transacto duplicou a procura de recém-licenciados da instituição por parte dos contratadores.

Emília Silva chega a referir que em algumas áreas, como as engenharias industrial e informática não existe qualquer espera para ingressar no mercado já que os contactos se fazem antes mesmo dos estudantes concluírem o curso.

Paralelamente a esta rede de empresas, a FEUP criou há cerca de um ano uma bolsa de emprego "online" que conta já com mais de 400 empresas inscritas.

Contudo, a grande aposta da instituição vai para o incentivo aos projecto empresariais criados no seio da universidade, nomeadamente a criação de "spin-offs" académicas com forte componente de inovação e tecnologia.

Diz Emília Silva que a prioridade da faculdade é "ter um papel activo no fomento ao empreendedorismo".

A responsável acrescenta que este é um desígnio que deve ser adoptado como um "dever nacional". Neste campo, além dos vários seminários que promove regularmente, a FEUP criou recentemente um consultório de ideias de negócio.

Um fomento à capacidade empreendedora dos estudantes de resto comprovado pelo facto de cerca de metade das empresas incubadas pelo ninho de empresas do Business Inovation Center e 60% das lançadas pela Sogist (ambas participadas pela Universidade do Porto) serem oriundas da FEUP.





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